Mostrando postagens com marcador câncer.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador câncer.. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Quais são os cânceres mais comuns no Brasil?

















1°) Pulmão: Relacionado principalmente com o hábito de fumar e muitas vezes descoberto em estágios avançados, quando a mortalidade é alta.

2°) Estômago: Relacionado a bactéria H. pylori e alterações prévias, bem como alimentos como enlatados e conservantes.

3°) Intestino grosso (colorretal): Relacionado com a idade e fatores genéticos. A presença de sangue oculto nas fezes é um bom exame de rastreio anual, bem como a colonoscopia que identifica e extirpa os tumores pré-malignos como os pólipos.

4°) Próstata: Relacionada com a idade, alimetação gordurosa e obesidade. O PSA e o toque prostático ajudam a prevenir diagnosticando precocemente a doença.

5°) Mama: Mais comum entre as mulheres, avaliações regulares e mamografia ajudam a prevenir diagnosticando precocemente a doença.

6°) Fígado: Relacionado a cirrose alcoólica, hepatite C e B, está última pode ser prevenida com vacinação.

7°) Pâncreas: Relacionado ao uso do álcool e dieta gordurosa.

8°) Boca e laringe: Relacionado ao uso do álcool e ao tabagismo.

9°) Leucemia: Relacionada com radiações e genética.

10°) Colo uterino: Relacionado ao vírus HPV. Hoje existe vacina para o vírus e a prevenção é feita pelo exame papanicolau nas mulheres com atividade sexual.

Fonte: INCA.

Leia ainda neste Blog:
- Pesquisa de câncer em pacientes adultos - postado em 16/08/2012.
- Direitos e deveres do paciente - postado em 29/08/2011.
- Melanoma- câncer de pele - postado em 14/07/2011.
- O Mieloma Múltiplo - postado em 28/10/ 2010.
- O câncer de mama - postado em 13/09/2010.
- Vacina para câncer de colo de útero - postado em 20/08/2010.
- O câncer de intestino grosso - postado em 05/08/2010.
- Morrer com dignidade - postado em 22/06/2010.
- PSA. Dá pra confiar? - postado em 26/11/2008.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Pesquisa de câncer em pacientes adultos.


















O rastreamento de câncer em pacientes adultos deve seguir alguns critérios sugeridos por várias sociedades e/ou entidades médicas. Dentre eles citamos:

 Câncer de mama:
- Pesquisar em toda mulher acima de 40 anos.
- Realizar mamografia de preferência anualmente.
- O exame clínico da mama não é sensível a lesões na sua fase inicial.
- PARAR a pesquisa no caso de múltiplas doenças ou expectativa de vida baixa (menor que 4 anos)

Câncer de colo do útero:
- Pesquisar a partir do início da vida sexual e sem limite de idade.
- Realizar o preventivo (citologia oncótica) a cada 1-3 anos.
- Pacientes que retiraram o útero e o colo do útero (histerectomia total) não precisam mais do exame.
- PARAR a pesquisa no caso de paciente com 65-70 anos ou mais e que tiveram preventivos normais nos últimos 10 anos ou que possuam múltiplas doenças ou que tenham uma baixa expectativa de vida ou que não tolerarião o tratamento.

Câncer de próstata:
- Realizar o PSA e o toque retal a partir dos 40- 45 anos e a cada 1-2 anos.
- PARAR a pesquisa se a expectativa de vida for menor que 10 anos.

Câncer do intestino (colorretal):
- Pesquisar sangue oculto nas fezes anualmente.
- Realizar uma colonoscopia a cada 5-10 anos se o sangue oculto for normal.
- PARAR a pesquisa no caso de 85 anos ou mais, ser portador de múltiplas doenças ou expectativa de vida baixa ou que não tolerarião o tratamento (idosos frágeis).

Fonte:
Revista de Geriatria e Gerontologia Aptare ano 1/edição 1 agosto/setembro de 2012.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Melanoma - câncer de pele.



O melanoma é um dos cânceres com grande poder de metástase e pode levar a morte se não for feito um dianóstico e tratamento precoces. É muito comum em pacientes de pele clara e sensível. Na pele encontramos outros tipos de cânceres bem mais benignos que o melanoma, seriam eles o basocelular e o espinocelular. É importante lembrar que a exposição excessiva e prolongada a luz solar contríbui para o envelhecimento da pele e para o desenvolvimento de cânceres cutâneos.

Crie o hábito de realizar o autoexame de sua pele em busca de lesões suspeitas e ao encontrá-las não deixe de procurar um médico para o diagnóstico definitivo ou a retirada da mesma. O diagnóstico precoce do melanoma ou de qualquer câncer permite a cura da doença, ou seja, o tempo pode estar a favor ou contra você.

O autoexame pode ser feito mensalmente diretamente por você ou utilizando uma pessoa de sua confiança/intimidade para analisar toda a sua pele desnuda.

fique atento a mudanças na pele, como manchas de cor, formato e tamanho diferentes. A dor não é uma boa referência diagnóstica, já que o câncer de pele pode ser indolor.

Existe o ABCDE do diagnóstico de melanoma, que serviria de alerta para o paciente e é muito utilizado pelos médicos na suspeita de uma lesão.
A- Assimetria - quando dividimos com uma linha imaginária a lesão suspeita, se as duas partes são idênticas a chance é de que o tumor seje benigno, havendo diferença entre as partes pode ser maligno.
B- Borda - o tumor benigno apresenta uma borda regular e bem feita, já o melanoma tem uma borda irregular, ondulada ou mal definida.
C- Cor - o tumor benigno possui uma única cor dentro da lesão, já no melanoma podemos encontrar vários tons de cores, como bege, marrom ou preta; em alguns casos branca, vermelha ou azul.
D- Diâmetro - os tumores benignos normalmente são menores que 6mm, já o melanoma pode ter mais do que isto quando do diagnóstico.
E- Evolução - o tumor benigno se mantém inalterado ao longo do tempo, já o melanoma pode mudar de forma, tamanho e cor ao longo do tempo ou de sua evolução.

Fique atento aos critérios sugeridos e lembre-se que o diagnóstico definitivo é feito por biópsia ou exame patológico da lesão.

Fontes: Dermatologia de fitzpatrick 6edição.
             Informe cientifíco Aché.


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

O Mieloma Múltiplo




















O Mieloma Múltiplo é um tipo de câncer que ataca os ossos e pode cursar com insuficiência renal, anemia e aumento do cálcio no sangue. Acomete preferencialmente pessoas idosas com mais de 60 anos e corresponde a 1% de todos os tipos de cânceres.

Os sintomas mais comuns são dor óssea, fadiga e infecções repetidas, fraturas ósseas repetidas vezes e mal explicadas. Para o diagnóstico além dos sintomas citados, devemos ter as alterações renais e anêmicas, bem como do cálcio que são associações à doença. Difícilmente fazemos o diagnóstico sem estes dados.

O laboratório inclui a biópsia de crista ilíaca (osso da bacia) onde temos de observar mais de 10% de plasmócitos e a presença de uma proteína específica no soro do sangue ou da urina.

Diagnóstico diferencial deve ser feito com outras gamopatias monoclonais, amiloidose, plasmocitoma solitário, leucemia, câncer metastático.

O tratamento:

O tratamento é voltado para a anemia, insuficiência renal e lises ósseas presentes, bem como os plasmocitomas extramedulares. Quimioterápicos até transplante de medula estão nas possibilidades terapêuticas.

Fonte: Rev Bras Clin Terap setembro de 2007.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O câncer de mama


O câncer de mama é o que tem a maior incidência de morte entre as mulheres brasileiras, devido a sua alta freqüência e por suas conseqüências psicológicas e sociais, também, é o mais temido. Raro antes dos 35 anos de idade, acima desta faixa sua incidência cresce rápida e progressivamente.

Sintomas podem ou não estar presentes quando do diagnóstico. Nódulo ou tumor acompanhado ou não de dor no seio, alterações na pele da mama ou do mamilo e que não melhoram como retrações, feridas e um aspecto de casca de laranja. Ínguas palpáveis nas axilas podem ser encontradas.

A história familiar pode ser um fator de risco para a doença, principalmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) tiveram a doença antes dos 50 anos de idade. Quanto maior a sua idade, maior a chance de você ter um câncer de mama, independente de sua história familiar prévia. São também considerados fatores de risco: primeira menstruação muito cedo (menarca), menopausa muito tarde, após os 50 anos de idade; primeira gravidez após os 30 anos de idade e não ter tido filhos (nuliparidade).

São controversos quanto à possibilidade de causarem a doença: o uso de anticoncepcionais orais e o uso precoce ou por longo tempo dos mesmos.

O uso regular de álcool, mesmo que em quantidades moderadas é considerado fator de risco para o câncer, além da exposição a radiações ionizantes antes dos 35 de idade.

O melhor diagnóstico seria a detecção precoce do câncer e que poderá ser feito de duas maneiras, através do exame clínico da mama e da mamografia.

A palpação da mama por um médico ou enfermeira especialista no exame aumenta a chance de diagnóstico, lembrando que o auto-exame da mama muitas vezes é o que conduz a paciente ao especialista para a confirmação ou não do câncer. Não confie estritamente no seu auto-exame para afastar a possibilidade da enfermidade, faça-o, mas não deixe de procurar seu ginecologista ou mastologista para maiores cuidados.

A mamografia é o exame de escolha no diagnóstico, já que pode detectar lesões muito pequenas com milímetros. Nele, a mama é comprimida de forma a obter melhores imagens, o desconforto é leve e suportável. O resultado negativo é tudo de bom.

Prevenção é o que pode salvar e prolongar a qualidade de vida das mulheres atentas.

Fonte: INCA.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Vacina para câncer de colo de útero
















O Papiloma vírus humano (HPV) apresenta vários sorotipos diferentes e dentre eles existe aquele que pode causar o câncer de colo uterino, muito temido pelas mulheres, já que o mesmo se instala na intimidade feminina e dificulta o diagnóstico pela pouca visibilidade do local, além da falta de exames preventivos regulares feitos por elas.


O contato sexual é a causa mais comum de contágio, mas não é preciso penetração para que ocorra contaminação. O sexo oral e o rala e rola das preliminares é suficiente para se adquirir o vírus. O contato da mão, da boca ou dos genitais com o local contaminado é suficiente para se tornar mais um portador do vírus. A contaminação com objetos de higiene (toalhas e roupas íntimas) e vasos sanitários é raríssima, mas pode ocorrer.

Nem todas as mulheres que se contaminam vão desenvolver o câncer de colo uterino, mas, infelizmente não temos como saber de antemão quem serão as felizardas.

Existem 150 sorotipos de HPV, alguns inofensivos, outros que podem causar verrugas nas mãos e pés e outros que se instalam nos órgãos genitais. Destes, 40 tipos, tem tropismo pela mucosa genital, causando verrugas genitais ou tumores. 15 com certeza podem causar tumores malignos, sendo que somente dois são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero.

Estatisticamente oito em cada 10 mulheres tem ou terão o HPV e 20% apresentaram sinais de infecção, ou seja, 80% serão somente portadoras e sem sinais de doença. 11% dos 20% que apresentarão sinais de infecção acabam desenvolvendo um câncer. Trocando em miúdos de cada 100 mulheres com infecção do vírus, aproximadamente dois vão ter o câncer de colo de útero.

Um ano após o começo da vida sexual ativa, uma em cada quatro garotas apresentaram lesões causadas pelo HPV. O colo do útero das adolescentes está em formação e por isto elas são mais vulneráveis. Existem dois picos de incidência, o primeiro em mulheres com menos de 25 anos e o segundo aos 40 anos, entre mulheres divorciadas que retomam a vida sexual.

Quando da contaminação, o vírus pode ficar incubado por até um ano ou ficar inativo indefinidamente, ou seja, não adianta acusar o parceiro de traição, é muito difícil dizer quando aconteceu o contágio.

O tratamento normalmente é do casal e inclui laser, substâncias químicas, bisturi elétrico, cremes e pomadas cicatrizantes.

A prevenção passa por evitar ter vários parceiros e usar camisinha/ preservativos. Só que ela não cobre toda a área de contatos entre os parceiros.

A vacinação é hoje uma opção e pode ser feita nas meninas entre 9 e 26 anos, de preferência antes da iniciação sexual ou quando não houve contato com o vírus. Ela é aplicada em três doses e sua eficácia esta em torno de 95%. Existe a vacina quadrivalente que protege, também, contra os vírus que causam as verrugas genitais. Existe a expectativa de que no futuro seja utilizada em maiores de 26 anos e até nos homens.

A vacina bivalente protege contra os tipos 16 e 18, que causam câncer e a quadrivalente, contra o 16 e 18, além do 6 e 11 responsáveis por 90% das verrugas genitais.

É bom lembrar as mulheres que é no exame preventivo que elas diagnosticam ou afastam a possibilidade de doenças infecto-contagiosas ou cânceres ginecológicos. Dentre estes exames temos o papanicolau, a colposcopia, a biópsia e a captura híbrida, este último acusa a presença do vírus independente de sinais ou sintomas. Os dois primeiros são muito importantes no seguimento regular da saúde da mulher e fáceis de realizar.

Fonte: Encarte sobre HPV.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O câncer de intestino grosso





















Considerado o câncer mais comum do intestino, tem apresentado aumento de sua incidência nos últimos anos devido a maus hábitos alimentares, aumento da expectativa de vida e ao sedentarismo. Ele é superado somente pelos cânceres de pulmão, mama e próstata.


São observados fatorês genéticos e ambientais em suas origens. Dentre os primeiros as poliposes intestinais e história prévia do câncer intestinal no meio familiar. Nas causas ambientais destacamos os maus hábitos dietéticos, poucas fibras alimentares na dieta. Temos ainda as causas inflamatórias, como as doenças inflamatórias intestinais que predispõem a neoplasia.

Sua maior incidência é após os 50 anos de idade e acomete em 65% dos casos a região do retossigmóide (próxima do ânus). A grande má notícia, 85% dos diagnósticos são feitos com a doença avançada e muitas vezes quando o paciente passa a apresentar alguma sintomatologia. Ou seja, falta de prevenção.

O rastreamento regular da doença nos permite diagnóstico precoce e tratamento com melhores condições clínicas de sucesso. São pacientes que devem ficar atentos a possibilidade da enfermidade e realizar seu check-up conforme orientado, os portadores de: Idade superior a 50 anos, história pessoal de doença inflamatória do intestino ou de pólipos ou de tumores benignos intestinais, história familiar de cânceres de intestino em parentes de primeiro grau.

O melhor método diagnóstico é a colonoscopia, que permite a visualização de todo o intestino grosso, já a retossigmoidoscopia permite visualizar somente a porção terminal do cólon. O câncer de cólon ou intestino grosso pode se localizar na sua porção ascendente (direita), transversa, descendente (esquerda) ou retossigmóide.

Outros exames seriam o hemograma para avaliar a anemia que pode ocorrer em casos de sangramento tumoral, alguns marcadores tumorais como CEA (Antígeno Carcinoembrionário) e o CA 19-9 não são utilizados para diagnóstico e sim para seguimento de resposta ao tratamento proposto. A função hepática deve ser avaliada para averiguar possibilidade de metástases hepáticas do tumor.

Um exame fácil de realizar anualmente e de baixo custo, que tem um caráter preventivo e não diagnóstico, já que sua positividade pode ocorrer em várias doenças do trato gastrointestinal é a Pesquisa de Sangue Oculto nas fezes. Ela se positiva pode indicar com maior precisão a colonoscopia. Lembrando que sangue nas fezes pode aparecer nas hemorróidas, fissuras anais, pólipos, verminoses e etc.

A disseminação do tumor ocorre por contigüidade aos tecidos vizinhos, via linfática e hematogênica. Sendo 75% para o fígado, 15% para o pulmão, 5% para os ossos e 5% para o sistema nervoso central. O Adenocarcinoma é o tipo histológico presente em 90% dos casos. Estadiamento verifica estas possibilidades.

O tratamento além de suportivo para dor, infecções, anemia, desnutrição e outros, inclui a quimioterapia, a radioterapia e excisão cirúrgica do tumor. Lembrando que o estadiamento da doença influi bastante nos resultados e sobrevida do paciente.

Fonte consultada: Revista Brasileira de Coloproctologia de 2007.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Morrer com dignidade I

















A evolução tecnológica tem nos permitido manter uma vida indefinidamente e independente da vontade do ser humano, hoje dispomos de recursos que permitem a respiração, o bombeamento cardíaco e a alimentação artificial. Só não conseguimos atingir a mente, ou seja, ouvir a vontade e a consciência do nosso paciente.

Com o aumento da sobrevida da população e com a possibilidade de aumento progressivo para as doenças degenerativas e os cânceres vêm tomando força uma nova especialidade médica, a medicina paliativa, que se preocupa em fornecer cuidados e conforto para pacientes terminais, bem como apoio a seus familiares. Neste momento de passagem o que melhor podemos oferecer a que tem sua energia vital esgotada é alívio para a dor. Muitas vezes não só a família, mas também, o profissional médico é compelido a atitudes heróicas que só servem para prorrogar a dor e o sofrimento e não estimular a vida.

O novo Código de Ética Médica publicado em 13 de abril de 2010, no parágrafo único do Artigo 41 diz:
"Nos casos de doença incurável e terminal, deve o médico oferecer todos os cuidados paliativos disponíveis sem empreender ações diagnósticas ou terapêuticas inúteis ou obstinadas, levando sempre em consideração a vontade expressa do paciente ou, na sua impossibilidade, a de seu representante legal".


Se não podemos mais curar ou administrar de forma razoável a doença que acomete o nosso paciente, que possamos aliviar a dor, estancar o vômito, oferecer oxigênio, alimentar por sonda se for o caso e evitar o surgimento de escaras a quem está à muito acamado, e assim prosseguiria nossos cuidados paliativos. Chega um momento que não mais adianta colocar o paciente em uma Unidade de Terapia Intensiva (CTI), mantê-lo em um hospital, realizar tomografias, ressonâncias e cirurgias que muitas vezes causam mais dor e sofrimento. Lembrando que tais cuidados podem se iniciar bem antes do momento final, quando nosso paciente ainda se sente em condições de administrar sua doença e já necessita de alívio para sintomas de sua grave enfermidade.

Nos Estados Unidos e em alguns países da Europa o paciente pode emitir um documento chamado living will ( testamento em vida ou vital, em português) onde ele define em pleno estado de consciência o que deve ser feito com seu próprio corpo nos momentos finais de sua existência. No Brasil, este documento ainda não tem amparo legal. Mas acordos deste tipo vêm sendo firmados entre médicos e seus pacientes, com a participação da família e de testemunhas.

Ainda como forma de esclarecer conceitos, entenda as diferenças a seguir:

Eutanásia: É o ato de abreviar a vida, através da administração de alguma substância letal ao indivíduo (eutanásia ativa) ou pela suspensão ou omissão de um determinado tratamento que traria benefícios ao paciente.

Ortotanásia: É a morte a seu tempo, onde é privilegiado o alívio de sintomas, principalmente a dor. Procedimentos obstinados, que não podem melhorar a doença ou o quadro clínico do paciente, são desaconselhados.

Distanásia: É o prolongamento do processo de morte através da realização de procedimentos ou tratamentos que nada beneficiam o paciente, somente adiam a morte e prolongam o sofrimento do paciente e seus familiares.

Fonte: Jornal da Associação Médica de Minas Gerais abril/maio de 2010.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

PSA. Dá pra confiar?















Não, talvez, quem sabe? Muitos homens quando vão ao consultório sempre pedem para acrescentar no seu check-up o exame de sangue da próstata: PSA. Tudo bem, tal exame é válido e já demonstra certo cuidado preventivo. Mas, quando indagados sobre a visita ao urologista regularmente e se têm se submetido ao toque prostático, alguns desconversam, e outros declaram que nunca fizeram e por ai vai. Cuidado, não confie plenamente no PSA! Este exame não é um marcador tumoral, ou seja, ele não avalia se o paciente pode ou não estar com câncer na próstata. Ele é um marcador natural da próstata e ele aumenta quando a mesma está popularmente conhecida como "inchada". Lembro a você que a patologia que mais afeta a próstata é a Hiperplasia Prostática Benigna, ou seja, próstata crescida, que leva até obstrução da uretra com dificuldades progressivas para urinar. Nós, eu me incluo no público alvo, podemos ter problemas de próstata com PSA até normal. É lógico que podemos encontrar câncer na próstata com PSA alterado, o que muitas vezes é o primeiro indício que algo está errado. Se você já anda na casa dos 50 anos, pense no seu controle urológico pelo menos anualmente, e mais ainda, se tem um parente de primeiro grau: pai ou irmão, com câncer na próstata, seu controle deve começar por volta dos 40-45 anos. Nosso check-up masculino inclui PSA, toque prostático e até ultrasom da pelve. Não se assuste com o toque, o exame é rápido e indolor e em nada desmereceu a minha masculinidade até hoje, sou bem resolvido. Rsrsrsrsrs. Um forte abraço e até breve!