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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Pesquisa de câncer em pacientes adultos.


















O rastreamento de câncer em pacientes adultos deve seguir alguns critérios sugeridos por várias sociedades e/ou entidades médicas. Dentre eles citamos:

 Câncer de mama:
- Pesquisar em toda mulher acima de 40 anos.
- Realizar mamografia de preferência anualmente.
- O exame clínico da mama não é sensível a lesões na sua fase inicial.
- PARAR a pesquisa no caso de múltiplas doenças ou expectativa de vida baixa (menor que 4 anos)

Câncer de colo do útero:
- Pesquisar a partir do início da vida sexual e sem limite de idade.
- Realizar o preventivo (citologia oncótica) a cada 1-3 anos.
- Pacientes que retiraram o útero e o colo do útero (histerectomia total) não precisam mais do exame.
- PARAR a pesquisa no caso de paciente com 65-70 anos ou mais e que tiveram preventivos normais nos últimos 10 anos ou que possuam múltiplas doenças ou que tenham uma baixa expectativa de vida ou que não tolerarião o tratamento.

Câncer de próstata:
- Realizar o PSA e o toque retal a partir dos 40- 45 anos e a cada 1-2 anos.
- PARAR a pesquisa se a expectativa de vida for menor que 10 anos.

Câncer do intestino (colorretal):
- Pesquisar sangue oculto nas fezes anualmente.
- Realizar uma colonoscopia a cada 5-10 anos se o sangue oculto for normal.
- PARAR a pesquisa no caso de 85 anos ou mais, ser portador de múltiplas doenças ou expectativa de vida baixa ou que não tolerarião o tratamento (idosos frágeis).

Fonte:
Revista de Geriatria e Gerontologia Aptare ano 1/edição 1 agosto/setembro de 2012.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Como tomar seu anticoncepcional.
















- O anticoncepcional deve ser tomado todos os dias e no mesmo horário. Isto no caso da pílula.

- Tomando todos os dias você regulariza seu ciclo menstrual.

- Se esquecer de tomar uma dose, você pode tomá-la até 12 horas depois do horário marcado com segurança.

- Se esquecer de tomar uma dose e já tiver passado mais de 12 horas do horário de tomada, use camisinha ou preservativo por um período de sete dias, para garantir a segurança na anticincepção.

- É recomendado o uso contínuo do anticoncepcional mesmo que você não mantenha relações sexuais por certo tempo.

- Conserve seu anticoncepcional em ambiente fresco e seco, evitando exposição solar.

- Lembre-se que a pílula ou anticoncepcional previne uma gravidez indesejável, não previne doenças sexualmente transmissíveis, para isto não deixe de usar preservativos ou camisinha em todas as relações sexuais.

Fonte: Informe cientifíco Sanofi-aventis.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Vacina para câncer de colo de útero
















O Papiloma vírus humano (HPV) apresenta vários sorotipos diferentes e dentre eles existe aquele que pode causar o câncer de colo uterino, muito temido pelas mulheres, já que o mesmo se instala na intimidade feminina e dificulta o diagnóstico pela pouca visibilidade do local, além da falta de exames preventivos regulares feitos por elas.


O contato sexual é a causa mais comum de contágio, mas não é preciso penetração para que ocorra contaminação. O sexo oral e o rala e rola das preliminares é suficiente para se adquirir o vírus. O contato da mão, da boca ou dos genitais com o local contaminado é suficiente para se tornar mais um portador do vírus. A contaminação com objetos de higiene (toalhas e roupas íntimas) e vasos sanitários é raríssima, mas pode ocorrer.

Nem todas as mulheres que se contaminam vão desenvolver o câncer de colo uterino, mas, infelizmente não temos como saber de antemão quem serão as felizardas.

Existem 150 sorotipos de HPV, alguns inofensivos, outros que podem causar verrugas nas mãos e pés e outros que se instalam nos órgãos genitais. Destes, 40 tipos, tem tropismo pela mucosa genital, causando verrugas genitais ou tumores. 15 com certeza podem causar tumores malignos, sendo que somente dois são responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero.

Estatisticamente oito em cada 10 mulheres tem ou terão o HPV e 20% apresentaram sinais de infecção, ou seja, 80% serão somente portadoras e sem sinais de doença. 11% dos 20% que apresentarão sinais de infecção acabam desenvolvendo um câncer. Trocando em miúdos de cada 100 mulheres com infecção do vírus, aproximadamente dois vão ter o câncer de colo de útero.

Um ano após o começo da vida sexual ativa, uma em cada quatro garotas apresentaram lesões causadas pelo HPV. O colo do útero das adolescentes está em formação e por isto elas são mais vulneráveis. Existem dois picos de incidência, o primeiro em mulheres com menos de 25 anos e o segundo aos 40 anos, entre mulheres divorciadas que retomam a vida sexual.

Quando da contaminação, o vírus pode ficar incubado por até um ano ou ficar inativo indefinidamente, ou seja, não adianta acusar o parceiro de traição, é muito difícil dizer quando aconteceu o contágio.

O tratamento normalmente é do casal e inclui laser, substâncias químicas, bisturi elétrico, cremes e pomadas cicatrizantes.

A prevenção passa por evitar ter vários parceiros e usar camisinha/ preservativos. Só que ela não cobre toda a área de contatos entre os parceiros.

A vacinação é hoje uma opção e pode ser feita nas meninas entre 9 e 26 anos, de preferência antes da iniciação sexual ou quando não houve contato com o vírus. Ela é aplicada em três doses e sua eficácia esta em torno de 95%. Existe a vacina quadrivalente que protege, também, contra os vírus que causam as verrugas genitais. Existe a expectativa de que no futuro seja utilizada em maiores de 26 anos e até nos homens.

A vacina bivalente protege contra os tipos 16 e 18, que causam câncer e a quadrivalente, contra o 16 e 18, além do 6 e 11 responsáveis por 90% das verrugas genitais.

É bom lembrar as mulheres que é no exame preventivo que elas diagnosticam ou afastam a possibilidade de doenças infecto-contagiosas ou cânceres ginecológicos. Dentre estes exames temos o papanicolau, a colposcopia, a biópsia e a captura híbrida, este último acusa a presença do vírus independente de sinais ou sintomas. Os dois primeiros são muito importantes no seguimento regular da saúde da mulher e fáceis de realizar.

Fonte: Encarte sobre HPV.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Coceira/ prurido anal





















Na realidade poderiamos falar em prurido anogenital, já que o mesmo engloba o ânus, a vulva e o escroto e estão relacionados pelo aspecto clínico e até pela causa.

A coçeira nesta região pode ter um aspecto fisiológico (normal) já que é rica em terminações nervosas com significado psico-erótico e anormal devido a calor, oclusão, umidade e contaminação por secreções vaginais, fezes e urina.

O prurido pode ser contínuo ou com períodos de acalmia e recorrência, geralmente mais intenso à noite. As superfícies acometidas podem se apresentar sêcas e descamativas ou úmidas e com crostas (casquinha). A coçadura de longa data pode levar a mudanças de cor na pele acometida e até perda dos pêlos locais, tal cronicidade mantém o quadro, realimentando a coçeira e perpetuando a mesma por longo período e independe da presença da causa original.

Muitos pacientes atribuem a causa ao Enterobius vermiculares, o popular Oxiúros, o que nem sempre é a verdade. Várias são as causas deste desagradável sintoma, como hemorróidas, fissuras, fístulas e papilites anais, alergias locais, câncer retal, má higiene, diabetes mellitus, micose, dst, trichomonas, candida e outras doenças com repercussões em outras áreas do corpo associada.

O tratamento inclui higiene local adequada, roupas íntimas que evitem a umidade e folgadas, optar pela ducha higiênica ao invés do papel higiênico que pode ser a causa ou manter o prurido. Medicamentos contra a coçeira (anti-histamínicos), sedativos e cremes ou pomadas locais que podem conter corticosteróides tópicos com antibióticos, intercalados com antifúngicos (anti-micóticos) se for o caso. Atenção:A medicação adequada dependerá de uma avaliação de seu médico.

Lembre-se: Evite coçar, quanto mais se coça mais vontade dá de coçar e se cronifica a coçeira.

Fonte: Dermatologia do Sampaio e Rivitti, terceira edição.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Sífilis I





















Em medicina se diz que as coisas acontecem aos pares, para não negar  o dito, recentemente, tive dois casos de sífilis no consultório. Doença que há muito tempo não tinha contato e que me levou a rever a bibliografia e deixar este texto no blog.

A Sífilis é uma doença infecciosa causada pelo Treponema pallidum, uma espiroqueta de alta patogenicidade. Tem como reservaório o homem e seu contágio ocorre nas relações sexuais, na gestação por via sanguínea e a contaminação não-sexual é extremamente raro.

Geralmente de 1 a 3 semanas após o contágio surgem os primeiros sinais/sintomas da doença.

A Sífilis adquirida de relações sexuais pode apresentar manifestações recentes e tardias, ou seja, ela cronifica e apresenta consequências durante anos na vida do contaminado.

A forma recente ocorre no primeiro ano de evolução da doença não tratada. Podendo apresentar manifestações ditas primárias, secundárias e latente.

Na Sífilis recente primária encontramos o cancro duro, que é uma lesão ulcerada de bordas endurecidas que surge em 1-2 semanas, com ínguas/adenites na virilha (região inguinal) e desaparece espontaneamente em 4 semanas e sem deixar cicatrizes.

Na Sífilis recente secundária ocorre a disseminação do Treponema pelo organismo, isto, após 4-8 semanas do surgimento do cancro da fase primária. Nesta fase podemos ter uma vermelhidão (exantema) pelo corpo que não causa coçeira (prurido). A seguir podem surgir papulas nas palmas e plantas dos pés, lesões nas mucosas (placa), ínguas disseminadas pelo corpo e alopécia (queda de cabelo) em clareira.

Na Sífilis recente latente não se observa necessariamente alterações teciduais, apesar dos Treponemas se encontrarem alojados em vários tecidos do organismo. Podemos observar com certa frequência uma polimicroadenopatia (ínguas) cervicais (pescoço), epitrocleanos (cotovelo) e inguinais (virilhas).

A forma tardia ocorre após um ano de evolução da doença não tratada. Podendo apresentar manifestações cutâneas, ósseas, cardiovasculares, neurológicas e etc.

Na Sífilis tardia cutânea encontramos lesões gomosas e nodulares que drenam secreção e com cárater destrutivo do tecido.

Na Sífilis tardia óssea encontramos lesões gomosas nos ósseos, artrites, artralgias, sinovites e nódulos próximos das articulações.

Na Sífilis tardia cardiovascular encontrmaos uma aortite sifilítica com insuficiência aórtica, aneurisma e estenose de coronárias.

Na Sífilis neurológica que pode ser sintomática ou assintomática encontramos meningite, goma do cérebro ou da medula, epilepsia, atrofia de nervo óptico, lesão do sétimo par, paralisia geral e/ou das pernas.

Na Sífilis congênita ocorre a contaminação do feto pela mãe em qualquer período da gravidez e em qualquer fase da doença citada anteriomente. Lembrando novamente e repetidamente que isto tudo já citado até aqui ocorre em pacientes não tratados ou tratados de forma inadequada. Neste texto não abordarei as lesões que podem ocorrer no recém-nascido de mãe sifilítica.

Diagnóstico: Clínico pelas características da doença e história de contatos suspeitos prévios e laboratorialmente.

Microscopia de campo escuro para identificação do Treponema pallidum.

As sorologias, de uso mais rotineiro, seriam o VDRL (qualitativo e quantitativo) e o FTA- abs (imunofluorescência direta - indireta e quantitativa). O VDRL é indicado principalmete como controle de cura, já que os títulos vão diminuíndo após o tratamento eficaz.

No liquor podemos encontrar pleocitose, hiperproteinorraquia e positividade das reações sorológicas em caso de sífilis neurológica.

Diagnóstico diferencial: cancro mole, herpes genital, linfogranuloma venéreo, donovanose no caso do cancro primário. Sarampo, rubéola, ptiríase rósea de Gilbert, eritema polimorfo, hanseníase e colagenoses no caso das lesões cutâneas secundárias. Toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes na sífilis congênita. Ou seja, o leque de possibilidades é grande, não podemos é deixar de pensar na doença. É preferível pensar e não ser, do que deixar passar um diagnóstico.

Tratamento:
2.400.000 de penicilina benzatina em dose única na sífilis primária.
2.400.000 de penicilina benzatina 1 vez por semana/ 2 semanas na sífilis secundária.
2.400.000 de penicilina benzatina 1 vez por semana/ 3 semanas na sífilis terciária.

Seguimento do paciente:
VDRL com 1, 3, 6, 12, 18 e 24 meses após o tratamento, caso haja nova elevação dos títulos reavaliar o caso. Avaliar concomitância com HIV/AIDS.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Doença Herpética.
















A doença herpética é causada por dois tipos de vírus, o tipo 1 com prevalência nos lábios e mucosa da boca e o tipo 2 com preferência pela região genital. Suas manifestações são distintas individualmente já que dependem do estado imunológico do portador. O seu causador é o Herpesvirus hominus, DNA vírus, da família Herpesviridae. Tem como característica a capacidade de ficar em latência no organismo por longos períodos, com reativações esporádicas, causando os sinais e sintomas que serão descritos.
Manifestações clínicas da doença:


- Primo-infecção herpética: Em geral passa despercebida e ocorre quando o indivíduo adquire o vírus. Em alguns casos o paciente já manifesta os sinais e sintomas que podem ser graves e perdurar por até algumas semanas. Passado algum tempo o vírus entra em latência indo se alojar nos gânglios de nervos cranianos ou da medula, quando reativados migram pelos nervos periféricos, causando as lesões típicas em pele e mucosas.

- Gengivoestomatite herpética primária: Mais comum em crianças, pode variar de discreto a apresentações graves, com febre, vesículas (lesões bolhosas), adenopatias (ínguas) comprometimento do estado geral, edema da gengiva, transformação das vesículas em ulcerações e dificuldade para alimentação. Pode comprometer, também, a faringe e região vulvo-vaginal. Duração de até 6 semanas com cura e sem seqüelas.

- Herpes recidivante: Mais comum em adultos, nos lábios e mucosa da boca, com aparecimento de vesículas na área onde ocorreu a inoculação inicial do vírus. Seu aparecimento é precedido de horas ou dias de ardor, queimação ou coceira no local. Sobre uma base eritematosa (avermelhada) surgem as vesículas, que com seu rompimento formam ulcerações. Tem como fatores desencadeantes traumas locais, exposição solar, estresse, menstruação e infecções respiratórias.

- Herpes genital: As primeiras lesões surgem normalmente 5-10 dias após a contaminação pelo herpes vírus tipo 2. Apresenta prurido, ardor e as vesículas dolorosas no pênis, vulva ou ânus, que podem evoluir para ulcerações. O quadro pode ser acompanhado de dor de cabeça, febre e ínguas na virilha. Dura de 5 a 10 dias.

- Conjuntivite herpética: A contaminação inicial pode ocorrer no olho, com vesículas e ulcerações na conjuntiva ou córnea. Podem ocorrer recidivas e eventualmente causar cegueira. Uma forma de contaminação é o beijo nos olhos quando com lesões orais em atividade.
- Herpes simples neonatal: Ocorre devido a contaminação do recém-nascido na hora do parto, desde que a mãe apresente as lesões herpéticas em atividade. Neste caso se opta pela cesareana. As lesões são vesíco-bolhosas e graves, podendo levar a óbito e até deixar seqüelas neurológicas ou oculares.

- Panarício herpético: Recidivante e acomete os dedos das mãos e pés. São vesículas que podem formar uma única bolha, com adenopatias (ínguas) e até febre.
- Herpes neurológico: Por ser um vírus neurotrópico o acometimento do sistema nervoso central pode ocorrer com meningite, encefalite, radiculopatia e mielite transversa.

- Herpes em imunodeprimidos: O vírus em latência no organismo pode surgir com formas até graves em pacientes que apresentam alteração do seu estado imunológico como na AIDS, neoplasias, transplantados, doenças crônicas e outras infecções graves.

- Herpes na Gravidez: Quando o contágio inicial ocorre durante a gravidez a chance de complicações obstétricas é maior, tipo aborto ou contaminação fetal. A cesareana deve ser avaliada em parturientes contaminadas.

Modos de transmissão: Contato íntimo com superfície mucosa ou lesão infectante. No meio ambiente o vírus é rapidamente inativado. A transmissão assintomática pode ocorrer, sendo mais comum após 3 meses da primo-infecção e na ausência de anticorpos contra o HSV-1.

Período de incubação de 1 a 26 dias com média de 8 dias.

Período de transmissão de 4 a 12 dias após primeiros sintomas.

O diagnóstico é eminentemente clínico, apesar de haver testes como citológico de tzanck, sorologias específicas e PCR.

Tratamento com antivirais tipo aciclovir, valaciclovir e fanciclovir.

Medidas de controle: A busca por uma vacina representará o controle sobre a doença que possui uma elevada taxa de transmissão. O uso de preservativos masculinos ou femininos impedem o contato das lesões nas áreas por eles recobertas, mas não lesões na base do pênis, escroto ou áreas expostas da vulva. É importante a pesquisa de outras doenças sexualmente transmissíveis concomitantes.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Hepatites, parte III















Olá, finalizando o tema Hepatites Virais aqui está o fechamento do mesmo. Aproveite-o bem.

Tratamento:
As hepatites A e E evoluem bem e sem seqüelas na maioria dos casos.
O repouso é relativo e não absoluto, depende das condições clínicas do doente.
Medicações para vômitos e febre podem ser usadas, tentando evitar o uso do Paracetamol, que é hepatotóxico, se necessário, máximo de 4 gramas/dia.
Atividades físicas somente após normalização das Transaminases hepáticas.
A dieta pobre em gordura e rica em carboidratos (doce) é de rito popular, por ser mais palatável. A dieta fica a critério do paciente.
Bebidas alcoólicas somente após seis meses da cura.
Medicamentos protetores do fígado, chás ou vitaminas carecem de valor terapêutico.

Complicações:
Insuficiência hepática aguda, Cirrose, Câncer hepático, co-infecção com outros vírus, Hepatite C e cronificação da doença devem ser acompanhadas em centros médicos de referência.

Prevenção/ Imunização/ Vacinação:
Esta é a meu ver a grande informação que você poderia ter.
Tenha bons hábitos de higiene pessoal e com os alimentos e líquidos ingeridos.
Transfusões sanguíneas hoje são seguras.
Não compartilhe seringas e agulhas em qualquer hipótese.
Tenha o seu material de manicure pessoal ou de uso descartável.
Faça sexo seguro, use camisinhas/ preservativo.
Saiba escolher muito bem seu tatuador ou piercing, utilize materiais bem esterilizados ou descartáveis.
Quando grávida faça seu pré-natal com carinho e cuidado.
Finalmente, se vacine o quanto antes e da seguinte maneira:
Hepatite A: A partir dos 12 meses de idade, em 2 doses, com intervalo de 6 meses entre elas.
Hepatite B: A partir do nascimento, sendo 3 doses, 0, 1 e 6 meses depois. É eficaz em 90-95% dos casos.
As outras hepatites ainda não possuem vacinas específicas.

Conclusão:
Fico por aqui e agradeço sua disposição em ler este texto que espero tenha contribuído eficazmente para seus cuidados com a sua saúde e do próximo. A fonte utilizada nestes textos é o manual Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Até breve!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Hepatites, parte II














Dando continuidade ao tema, vejamos agora outros aspectos da doença.

Sinais e sintomas:
Febre, desânimo, perda do apetite, mal estar, náuseas, vômitos, dor no corpo, fezes sem cor ou brancacenta, urina cor de coca-cola; icterícia/olhos amarelos e até pele amarelada. Lembrando que alguns pacientes podem apresentar sinais ou sintomas discretos, são os chamados oligossintomáticos.

Período de incubação:
Para aparecer os primeiros sinais/sintomas da doença são necessários de 15 a 180 dias, dependendo do tipo de hepatite, após a contaminação.

Diagnóstico diferencial:
Temos de pensar em várias outras doenças com estes sinais e sintomas, só que, não preciso confundir sua cabeça, deixe isto para o seu médico. Basta você lembrar que nem todo olho amarelo é hepatite viral.

Exames laboratoriais:
Além das transaminases hepáticas, que avaliam a lesão do fígado, podemos solicitar as bilirrubinas, que avaliam a intensidade do amarelão dos olhos e da pele. Outros , se necessário, seriam Fosfatase alcalina, atividade da protrombina, Gama GT e proteínas totais e fracionadas. Os exames sorológicos é que fornecem o diagnóstico específico do tipo de hepatite. Seriam eles:
Hepatite A: Anti HAV IgM e IgG
Hepatite B: HBsAg, Anti HBsAg, Anti HBc IgM e IgG, HBeAg e Anti HBe.
Hepatite C: Anti HCV
Hepatite D: Anti- delta IgM e IgG.
Hepatite E: Anti HEV IgM e IgG.

ATENÇÃO: Os exames NÂO precisam ser solicitados necessariamente nesta ordem e nem todos eles. Existe uma sequência lógica de serem realizados e interpretados, que seu médico acostumado a diagnosticar hepatites irá e terá toda a liberdade de realizar. Fique calmo quanto a condução dos exames, não se precipite. Tais exames são os de uso rotineiro no diagnóstico definitivo da doença.
Aguarde nosso próximo e derradeiro texto, onde abordaremos tratamento e prevenção. Até breve.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Hepatites, parte I




















As Hepatites sempre nos causam apreensão e baseado nisto seria interessante conhecermos um pouco mais sobre estas doenças. Você deve estar estranhando o plural, sem problemas, é que Hepatite tem causas químicas e virais. Dentre esta última podemos identificar cinco tipos de vírus que acometem o tecido hepático. Vamos decifrá-los?

Hepatite A, considerada mais benigna e comum que as outras. Apresenta contaminação pela boca, ou seja, água e alimentos contaminados; sendo rara a contaminação pelo sangue/parenteral, só se o doador de sangue estiver na fase de incubação para a doença, muitíssimo difícil. Menos de 1% dos casos pode evoluir para uma insuficiência hepática grave, que acomete mais idoso. Propicia imunidade definitiva.

Hepatite B, de transmissão sexual e parenteral, ou seja, relação sexual desprotegida, compartilhar agulhas e seringas, tatuagens, piercings, tratamentos cirúrgicos e odontológicos com materiais contaminados; a mãe contaminada pode passar para o recém-nascido, é a transmissão vertical. Lembrando dois fatos importantes, somente 30% dos acometidos apresentam icterícia, aqueles olhos e pele amarelados. Atenção: 5 a 10% dos adultos e 70 a 90% das crianças contaminadas pela mãe na gravidez evoluem para doença crônica. Destes 20 a 25% em que o vírus continua a se multiplicar poderá evoluir para cirrose e câncer de fígado.

Hepatite C, transmissão principalmente por via parenteral, as mesmas citadas acima e com possibilidade para podólogos e manicures que não observam com rigor as regras de esterilização dos materiais de trabalho, a inalação de cocaína e a pipada do crack. A transmissão sexual e na gestação é rara, mas, como tudo tem exceção, associada com outros vírus, como o HIV, facilita a mesma. Evolui em 70 a 85% dos casos para cronicidade, com 30% evoluindo para cirrose em torno de 20 anos de evolução da doença.
Hepatite D, mais comum na região amazônica, no Brasil e dependente da presença de Hepatite B para sua replicação viral. Pode apresentar formas clínicas assintomáticas, sintomáticas e até graves, sendo a principal causa de cirrose em crianças e jovens.
Hepatite E, em tudo semelhante à Hepatite A.
Com o objetivo de evitar textos longos e maçantes, aguarde a continuação do tema em momento oportuno. Até breve.