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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Eu tenho Diabetes. E agora ?


Cerca de 16 milhões de brasileiros são diabéticos, o que representa cerca de 8% do total de nossa população. Mais de 18 milhões de americanos têm diabetes e outros 41 milhões têm o chamado pré-diabetes. Você não está sozinho.
Ter diabetes é estar em uma situação complexa, mas a boa notícia é que você pode prevenir ou retardar as complicações desta doença com pequenas mudanças em seu estilo de vida. Leva tempo para adquirir as habilidades necessárias para controlá-la, mas existem especialistas que podem te ajudar.
Pergunte ao seu médico onde encontrá-los.
Outra opção são os grupos de suporte em diabetes, nos diversos sites de interesse existentes. Você se surpreenderá com tudo que pode aprender e verá como é fácil controlar as alterações na sua glicemia. Tudo isso vai contribuir para a melhoria no seu estilo de vida. Portanto, é necessário que você tenha uma noção básica do que está vivendo.

O que é pré-diabetes?
É uma condição em que os níveis de glicose são mais altos que o normal, mas não tão altos para dar o diagnóstico de diabetes tipo 2 (o tipo mais freqüente). Pessoas com pré-diabetes têm maiores riscos para desenvolver diabetes tipo 2, doenças do coração e derrames (acidentes vasculares cerebrais). Uma vez cientes desta condição, podem iniciar medidas preventivas.

O que é diabetes?
Diabetes mellitus tipo 2 é o tipo mais comum nos Estados Unidos. Ele afeta quase 90% das pessoas que têm diabetes. Ocorre quando o nível de glicose (açúcar) no sangue fica muito alto. A glicose é o combustível que as células do corpo usam para obter energia. O diabetes tipo 2 ocorre quando não há produção suficiente de insulina por um órgão chamado pâncreas ou porque o corpo se torna menos sensível à ação da insulina que é produzida - a chamada resistência à insulina. A insulina ajuda o corpo a levar a glicose para dentro das células. A maioria das pessoas que têm diabetes do tipo 2 apresentam idade superior a 40 anos, possuem sobrepeso e estão fora de forma. O controle de peso, o aumento da atividade física e, em alguns casos, o uso de medicamentos pode melhorar os níveis de glicose no sangue. O diabetes não pode ser curado, mas pode ser controlado. Controlando os níveis de glicose no sangue, as complicações do diabetes, como doenças do coração, cegueira e complicações renais podem ser prevenidas ou postergadas.

Quais os objetivos do tratamento?
O objetivo principal do manejo do diabetes é o controle dos níveis de glicose no sangue. Este nível deve ser mantido entre 80-120 mg/dl antes das refeições, segundo a Associação Americana de Diabetes. Seu médico irá recomendar o nível desejado para você. Mantendo seu nível de açúcar no sangue o mais próximo possível do seu alvo, você vai conseguir manter-se saudável. Outros objetivos recomendáveis para pessoas que têm diabetes são a redução dos níveis de pressão arterial e a diminuição dos níveis de colesterol e de triglicérides (gorduras no sangue). Se eles estiverem altos, você corre mais risco de sofrer um problema no coração ou um derrame. Para os diabéticos fumantes, a melhor opção é parar de fumar. Este hábito acelera todos os problemas associados ao diabetes, porque diminui o fluxo sangüíneo e a oxigenação das células. Outro cuidado é evitar o uso de medicamentos que podem agredir o pâncreas como cortisona e diuréticos tiazídicos.

O que muda na minha dieta?
A escolha da sua alimentação vai afetar o controle do seu diabetes. Alimentos que contenham açúcar natural ou adicionado vão alterar mais os seus níveis de glicose que os alimentos que têm principalmente proteína e gordura. Um nutricionista pode ajudá-lo a preparar um planejamento de refeições saudáveis com uma variedade de alimentos, levando em conta seus alimentos prediletos.
Controlar a quantidade de calorias ingeridas é importante para o controle do diabetes. Uma perda de peso de apenas 5 a 10 quilos pode fazer grande diferença no controle de seu nível de glicose sangüínea e de sua pressão arterial. Beber bastante água, ingerir alimentos ricos em fibras e comer menos gorduras irá ajudar. Observar a ingestão de sal (sódio) pois piora a pressão arterial alta (hipertensão). Limitar a ingestão de gorduras sólidas ajuda a controlar seus níveis de colesterol.
A maioria das pessoas pensa que comer a mesma quantidade de alimentos em tempos mais ou menos idênticos a cada dia ajuda a controlar seus níveis glicêmicos. Pular refeições é uma má idéia, especialmente se você usa medicamentos para diabetes. A falta de uma refeição também pode fazer com que você coma mais na próxima refeição, aumentando o ganho de calorias. Você não precisa comprar alimentos especiais para diabéticos. O planejamento de suas refeições com um nutricionista vai ser bom para você e para toda a sua família.
 

Devo fazer alguma atividade física?
Fazer uma atividade física é muito importante. Níveis sangüíneos adequados de glicose e controle de peso são difíceis de serem alcançados sem uma atividade física regular. Atividades físicas podem incluir apenas uma maior movimentação no seu dia-a-dia, dirigir menos e andar mais, trocar o elevador pelas escadas, fazer serviços de jardinagem ou passear com o seu cachorro. Todas elas aumentam o gasto de calorias.
Um programa de atividade física regular também é muito bom. Para a perda de peso, exercícios que aumentam a freqüência cardíaca de acordo com limites estabelecidos para a sua idade ajudam a obter melhores resultados. Boas escolhas são caminhadas em ritmo acelerado, natação, exercícos aeróbios na água e ciclismo. Se você não está se exercitando regularmente ultimamente, visite um médico antes de começar. Os resultados deste checkup ajudarão a escolher a atividade mais apropriada para você. O objetivo é fazer mais de alguma coisa que você goste. Você deve praticar atividades físicas pelo menos 5 dias na semana. Exercícios com seu parceiro(a) ou com um grupo de amigos pode ajudar a aumentar sua atividade física e seu prazer. Você vai conhecer melhor seus níveis de glicose quando praticar seus exercícios sempre no mesmo horário do dia.

Como devo fazer a monitorização dos níveis de glicose no meu sangue?
A monitorização da sua glicemia é o único meio de saber se o seu diabetes está sob controle. A sua equipe médica lhe dirá a freqüência com que ela deve ser checada. Estas informações vão lhe ajudar a ver padrões de controle do seu diabetes. Se você tiver três valores nos mesmos horários a cada dia que estiverem acima ou abaixo do seu alvo, você pode mudar a sua alimentação, exercícios ou medicações habituais. Registrando suas medidas de glicemia, o que você come, o que você fez neste dia e quanto de medicamento você tomou ajudará você a identificar outros padrões.
Há muitos monitores de controle disponíveis. Um farmacêutico ou um especialista em diabetes pode te ajudar a decidir qual o melhor para você. Sempre leve o seu monitor e o registro de suas glicemias com você quando for visitar o seu médico. Eles podem testar se seu monitor está funcionando perfeitamente e se você está checando-o corretamente. Também é válido levar anotadas as medicações que está usando ou, se usa insulina, qual a dose e os horários habituais. Para isso, guarde as prescrições de seu médico e exija dele que seu receituário seja feito de maneira legível.

Vou precisar usar medicamentos?
Novos medicamentos para diabetes aparecem todos os dias. Seu médico vai decidir qual a medicação mais apropriada para você. Algumas pessoas com diabetes tipo 2 podem controlar a glicemia apenas com mudanças na alimentação ou com o aumento de atividades físicas, sem necessitarem usar medicações ou insulina por um longo tempo. As medicações precisam de modificações periódicas. Por isso, você pode ter que mudar de remédios mais de uma vez. A monitoração das glicemias é essencial para decidir quais as melhores medicações a serem adotadas.
Cada tipo de comprimido para diabetes funciona de maneira diferente. Eles não são insulina. Dentre os variados efeitos destes remédios podemos destacar a produção de mais insulina pelo pâncreas, a diminuição da absorção de carboidratos e o aumento da sensibilidade do organismo à ação da insulina. Você pode necessitar de um ou mais destes medicamentos para controlar sua diabetes.
Às vezes o controle glicêmico só é obtido com injeções de insulina. Algumas pessoas necessitam receber esta substância ao mesmo tempo em que fazem uso de medicamentos. A freqüência com que você recebe insulina depende de quanto o seu corpo ainda produz e de como o seu médico pretende controlar o seu nível glicêmico. Tipos diferentes de insulina têm tempo de ação diferente. Sua equipe médica dirá quanto de cada tipo você necessita e com que freqüência.
É importante aprender a técnica correta de uso das injeções de insulina e sempre modificar o local do corpo onde são aplicadas para evitar problemas degenerativos. Os melhores locais para aplicação são a barriga, exceto a área de 5 cm ao redor do umbigo; região superior das nádegas, face anterior e lateral das coxas, região lateral e posterior do braço.
A utilização de canetas de administração de insulina tem facilitado para o indivíduo diabético atingir um bom controle glicêmico. A precisão das doses administradas, associada à grande satisfação dos usuários deste método de aplicação, tem disseminado seu emprego em todo o mundo.
O que significa ter diabetes?
Receber o diagnóstico de diabetes atualmente significa readaptar hábitos e estilo de vida. Os avanços científicos na área possibilitam tratamentos para todos os tipos de casos. Esta é uma oportunidade para você prestar mais atenção à sua saúde e adquirir responsabilidades sobre as mudanças que podem conduzir a vários anos de vida melhor aproveitados.
 
Fonte: Equipe Médica Centralx

segunda-feira, 19 de março de 2012

Hipertireoidismo.

















Hipertireoidismo é uma doença que causa um aumento da produção do hormônio da tireóide,  ao contrário do hipotireoidismo, que cursa com a deficiência deste mesmo hormônio.

Várias são as causas como nódulos na tireóide que estimulam a hiperprodução do hormônio, medicamentos e hiperestímulo do cérebro sobre a tireóide.

Sintomas:
  • ansiedade, nervosismo, cansaço.
  • insônia.
  • tremores.
  • sudorese excessiva.
  • falta de ar.
  • dificuldades visuais.
  • emagrecimento.
  • aumento da glândula tireóide.
  • olhos esbugalhados podem acontecer.
  • sensação aumentada ao calor.
  • taquicardia, aumento da frequência cardíaca.
  • aumento do apetite.
  • perda de peso.
  • diarréia.
Exames que podem ser solicitados - nem todos com prioridade:
  • Hemograma completo.
  • TSH ultra-sensível.
  • T4 livre.
  • Anti - TPO.
  • Anti - tireoglobulina.
  • Ultrasom da tireóide.
  • Biópsia da tireóide.
Tratamento:

Os tipos de tratamento incluem medicamentos que diminuem a hiperprodução de hormônios tireoideanos, iodoradioterapia que causa uma espécie de queimadura na glândula que diminui sua capacidade de produzir tais hormônios, além da própria cirurgia com retirada total ou parcial da glândula.

Fonte: Guia de Saúde.

domingo, 18 de março de 2012

Hipotireoidismo.

















Hipotireoidismo é uma doença que ocorre quando a glândula tireóide não produz hormônio tireoideano em quantidades normais, ou seja, é a popular "tiróide preguiçosa".

Ela acontece quando a glândula se inflama por um vírus ou bactéria, o que causaria uma tireoidite, ou nas radioterapias do pescoço, na deficiência de iodo (sal de cozinha) na comida e em algumas doenças congênitas, como na síndrome de Down.

Sintomas:
  • sonolência.
  • fraqueza muscular.
  • ganho de peso.
  • diminuição da frequência cardíaca - pulso lento.
  • mixedema - inchaço nas pernas ou corpo.
  • cansaço de longa data.
  • ciclos menstruais irregulares.
  • sensação aumentada de frio.
  • cabelos mais grossos, secos ou grisalhos prematuramente.
  • ressecamento da pele.
  • pálpebras inchadas.
  • voz grave ou rouca de longa duração.
  • depressão.
  • perda do desejo sexual.
  • diminuição auditiva.
  • dormência ou formigamento em mãos.
  • alterações psico-emocionais.
  • respiração alterada.
  • alterações da consciência.
  • bócio ou papada na tireóide.
  • alterações frequentes na temperatura corporal.
Exames laboratoriais que podem ser solicitados (nem todos prioritários):
  • Hemograma completo.
  • TSH ultra-sensível.
  • T4 livre.
  • Anti - TPO.
  • Anti - tireoglobulina.
  • Ultrasom da tireóide.
  • Biópsia da tireóide.
Tratamento:

O tratamento depende da reposição do hormônio através de medicamentos prescritos por seu médico. Estes passarão a oferecer ao paciente suas necessidades do hormônio produzido pela glândula e com tempo permitiram melhora dos sintomas iniciais da doença. O controle hormonal deverá ser feito várias vezes ao longo do ano como forma de monitar o bom controle da doença. É bom lembrar que o tratamento será para o resto da vida.

Fonte: Guia de Saúde.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Síndrome de Cushing





















A síndrome de Cushing, bem como a doença de Cushing, cursa com aumento dos níveis de cortisol (corticóide endógeno produzido pela glândula suprarenal) no sangue.

Dentre suas causas temos os tumores (malignos ou não) e as hiperplasias nodulares das glândulas suprarenais, sendo que nestes casos a secreção de cortisol é independente do ACTH -hormônio da hipófise que estimula a glândula suprarenal.

No caso de dependência do ACTH temos os adenomas da hipófise (tumor benigno) causando a doença de Cushing que é responsável por cerca de 80% dos casos em adultos. Temos ainda os tumores extra-hipofisários localizados em outros órgãos, como timo, pâncreas, brônquios, intestino, ovário, tireóide, que secretam ACTH e estimulam a glândula suprarenal, mais raros, correspondem a 15 - 20% dos casos.

Sinais e sintomas:

Ganho de peso acelerado, alterações na glicose do sangue, pressão arterial elevada inexplicada são bem típicos. A obesidade é do tipo central, acometendo mais o tronco e a face e poupando os membros; crianças obesas com parada do crescimento ou atraso no desenvolvimento da estatura pensar em Cushing.

Na pele temos afinamento, equimoses (manchas arroxeadas) com facilidade e estrias largas e arroxeadas na barriga. Na mulher podemos encontrar excesso de pelos na face e alguns pontos do corpo. Escurecimento da pele em cicatrizes e dobras.

Fraqueza muscular, principalmente nas pernas; Osteopenia (rarefação óssea) e Necrose asséptica da cabeça do fêmur se apresenta dores de quadril.

Comportamento: Labilidade emocional, irritação, ansiedade, depressão, dificuldade de memorização e atenção. Psicose e mania são mais raros.

Hipogonadismo, infertilidade, ausência de menstruação, diminuição da libido, disfunção erétil, osteoporose. Estas por diminuição dos hormônios sexuais.

Aumento do sódio e água corporal que elevam a pressão arterial, diminuição do potássio e cálculos renais devido ao aumento do cálcio na urina.

No metabolismo ocorre aumento da glicose, da insulina, do LDL colesterol, do triglicérides e diminuição do HDL colesterol, que somados a pressão alta e obesidade aumentam o risco de complicações cardíacas.

Diagnóstico diferencial:

Suspeitada a doença o desafio é definir a origem do problema, comprometimento da glândula hipófise ou suprarenal ou a presença de um tumor em outros órgãos que estimula a produção do cortisol.

Exames laboratoriais:

Dosagem de cortisol livre na urina de 24 horas.
Dosagem de cortisol sérico após 1 mg de Dexametasona.
Dosagem de cortisol sérico e na saliva a meia noite, rara aplicação.
Tomografia computadorizada.
Angio ou Ressonância Nuclear Magnética.
Exames de medicina nuclear.
Podem levar tempo até a finalização do diagnóstico já que os exames são realizados dentro de uma sequência lógica e podem receber influência das limitações do método ou da variação cíclica da doença.

Tratamento:

Medicamentoso, cirúrgico, radioterápico, radiocirúrgico ou conservador, depende da localização e do estágio da doença.

Fontes:
Dermatologia do Fitzpatrick 6a edição.
Síndrome de Cushing, Dr. Daniel Soares Freire, no MedicinaNet.

sábado, 9 de julho de 2011

Insulinoma.

















Insulinoma é um tumor que acomete o pâncreas e secreta a insulina, hormônio responsável pelo metabolismo da glicose no nosso organismo. Cerca de 10% destes podem ser considerados malignos. A secreção excessiva de insulina em adultos geralmente é secundária a tumores pequenos e benignos das células beta do pâncreas. Apesar dos insulinomas serem os tumores mais freqüentes das células beta, sua freqüência é rara com uma incidência de 1:1.000.000. Somente 5-10% destes tumores têm um comportamento maligno com invasão local e/ou metástases à distância. Insulinomas malignos geralmente não são funcionantes e a presença de aumento da insulina está geralmente associada com lesões benignas

Os sintomas ocorrem principalmente quando em jejum prolongado como depois de acordar pela manhã ou após muitas horas sem se alimentar e poderiam se apresentar como. Lembrando que tais sintomas não são exclusivos do insulinoma.
- Hipoglicemia.
- Dor de cabeça.
- Confusão mental.
- Alterações visuais.
- Fraqueza muscular.
- Tonteira.
- Pode haver uma confusão com doenças psiquiátricas ou neurológicas.
- A hipoglicemia pode acarretar desmaios, convulsões e até o coma.
- Sudorese excessiva.
- Palpitações.
- Ansiedade, nervosismo ou pânico.
- Fome.
- Tremores excessivos.

Como diagnosticar o insulinoma:
O diagnóstico pode ser difícil. Para maior segurança devemos muitas vezes internar o paciente e deixá-lo em em jejum durante 24 a 72 horas e observarmos os sintomas apresentados e analisar o sangue para medir os valores de glicose e de insulina. Os valores muito baixos de glicose e altos de insulina indicam a presença de um insulinoma. Podemos fazer exames como a tomografia computadorizada (TAC) e a ecografia para localizar o tumor, mas às vezes é necessária uma exploração cirúrgica.

O tratamento do insulinoma é a extirpação cirúrgica.

Outros tumores podem causar sintomas de hipoglicemia como os fibrossarcomas, lipossarcomas, hepatomas, tumores carcinóides e tumores malignos do pulmão, mama, estômago e rim entre outros.60% deles acontecem nas mulheres. O insulinoma em adultos usualmente é pequeno (1-2cm) e único, sendo que os tumores maiores (>15cm) são mais freqüentes na infância. Quase todos (99%) são localizados no pâncreas, especialmente na cabeça e menos comumente na cauda.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Diabetes na gravidez.

















O Diabetes gestacional acontece quando a dosagem de glicose está entre 92 e 126 mg% na primeira visita de pré-natal ou se encontra alterado um teste de tolerância oral à glicose feito em jejum e 1 e 2 horas após ingerir 75 gramas de um xarope adocicado.

Cerca de 7% das grávidas apresentam o problema. A importância na sua identificação visa amenizar os efeitos negativos a mãe-filho e acompanhar as mulheres com risco de desenvolvimento de diabetes no futuro. A grande maioria das gestantes retornará aos níveis de glicose normais após o nascimento do bebê, mas algumas poderão desenvolver a DMG (diabetes mellitus gestacional) em outras gestações.

Podemos considerar como fatores de risco para o desenvolvimento da DMG os distúrbios à seguir, lembrando que sua sensibilidade é baixa, já que nem todas as portadoras destes fatores desenvolveram a doença relatada.
- História na família de diabetes mellitus.
- Glicose na urina.
- História de intolerância aos carboidratos.
- Obesidade
- Idade gestacional maior que 30 anos.
- Abortos habituais/frequentes.
- Feto grande em gestações anteriores ou atual.
- Anomalias congênitas.
- Líquido amniótico aumentando.
- Infecções urinárias de repetição.
- Múltiplas gestações.

A DMG é caracteristicamente um distúrbio da segunda metade da gestação, que é divide em 3 partes. Quando já no primeiro trimestre da gravidez observamos hiperglicemia, quase sempre, estamos diante de uma doença prévia a gestação.

Como fazer o diagnóstico de diabetes na gestação:
- Assim que a gravida procurar seu médico obstetra realizará uma dosagem de glicose em jejum, se a glicemia estiver entre 90 e 110 mg%, partimos para o teste de tolerância a glicose com 75gramas de dextrosol independente da idade gestacional, se:
     - teste for maior/igual a 140 mg% = diabetes na gravidez.
     - teste for menor que 140mg% = repetir teste entre a 24-28 semanas de gestação.

- Se a glicose de jejum for maior/igual a 110 mg% em duas ocasiões, dispensar o teste de tolerância oral a glicose e está diagnosticado a DMG.

- Se a glicose de jejum for menor que 90 mg%, realizar o teste de tolerância a glicose entre a 24-28 semanas de gestação. Se na segunda hora do teste a glicose for maior/igual 140mg% está diagnosticado a DMG.              

Como tratar a DMG (diabetes mellitus gestacional):
- Dieta.
- Exercícios físicos regularmente.
- O uso de insulina se baseia na incapacidade dos anteriores de controlar os níveis glicêmicos. Quando usar:
     - Glicose de jejum persistentemente acima de 95 mg%
     - Glicose 1hora após o almoço acima de 140 mg% ou
     - Glicose 2horas após o almoço acima de 120 mg%.

Outros exames que podem ser realizados - alguns semanalmente, quinzenalmente e outros no trimestre gestacional:
- Hemograma completo.
- Frutosamina.
- Glico-hemoglobina.
- Ácido úrico.
- Clareamento de creatinina.
- Creatinina.
- Cardiotocografia basal.
- Dopplerfluxometria.
- Fundo de olho.

Riscos da diabetes gestacional:
- Malformações fetais.
- Macrossomia fetal - feto grande.
- Morte fetal por hipóxia e acidose do feto.
- Hipoglicemia no recém-nascido.
- Abortamento.
- Parto prematuro.
- Aumento ou diminuição do líquido amniótico.
- Infecções urinárias na gestante.
- Piora de hipertensão arterial prévia na gestante.
- Pré-eclâmpsia.
- Persistência da diabetes no pós-parto.
- Risco de DMG no fututo.

A parturiente complicada com DMG deve ser acompanhada por um profissional e/ou serviço de referência em gravidez de alto risco, isto certamente ampliará as condições de uma gravidez com final feliz para todos. Uma sugestão seria a aquisição, se possível, de um Glicosimetro, para que a propria gestante controle seus níveis de glicose capilar e anote em uma planilha que será apresentada ao seu obstetra/endocrinologista para análise.

Fonte: Revista Médica de Minas Gerais 21/1, pag.32 a 41.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O que é Diabetes

















É uma doença metabólica caracterizada por um aumento de glicose ou açúcar no sangue, devido a falência  total ou parcial na capacidade do pâncreas de produzir insulina, substância responsável pela entrada da glicose nas células do organismo.

Sinais e sintomas:
- Sede exagerada.
- Vontade de urinar muitas vezes ao dia.
- Emagrecimento, mesmo tendo mais fome ou comendo mais que o habitual.
- Fome exagerada.
- Vista embaçada.
- Infecções repetidas.
- Machucados que demoram a cicatrizar.
- Cansaço inexplicável.
- Dores nas pernas por má circulação.
- Pessoas com mais de 40 anos podem ser diabéticas com poucos ou nenhum sintoma específico.

Ainda hoje no Brasil muitas pessoas padecem de cegueira, insuficiência renal, infartos no coração e amputações de dedos dos pés e até membros inteiros por desconhecerem que são diabéticos ou negligenciarem a doença. Estas doenças não são exclusivas do Diabetes mellitus, mas possuem uma contribuição importante no seu desencadeamento ou complicação.

Tipos de Diabetes:

Diabetes gestacional:
Durante a gravidez duas situações podem acontecer. A mulher que já era diabética engravida e aquela que não tinha história anterior da doença durante exames de rotina do pré-natal apresenta alterações nas dosagens de glicose no sangue. Diabetes gestacional seria o segundo caso, quando alterações glicêmicas são observadas pela primeira vez durante uma gravidez e que pode ou não voltar ao normal após o parto. Ambos os casos requerem cuidados de dieta apropriada e até o uso de insulina se for o caso, não se utiliza medicamentos via oral para o controle do diabetes gestacional.

Diabetes tipo I ou insulino-dependente:
Este tipo de diabetes é uma alteração imunológica onde as células beta do pâncreas responsáveis pela produção de insulina são lesadas ou destruídas deixando de produzir a tal da insulina. Está é uma doença imunológica como são a esclerose múltipla, o lupus e algumas doenças da tireóide.
Pode acontecer em qualquer idade, sendo mais comum em pacientes jovens, por isto já foi conhecida como diabetes juvenil.
O tratamento principal é a reposição de insulina através de insulina em doses diárias única ou múltiplas. Tais reposições podem ser feitas por bombas de insulina, canetas ou seringas e com tipos variados de insulina, tudo vai depender de suas necessidades. Em outra ocasião poderemos falar sobre os tipos e maneiras de aplicar a insulina.
Muito importante no tratamento é o estilo de vida do paciente, uma dieta adequada, atividades físicas regulares e não fumar são importantíssimos. A dieta não é necessariamente de restrição, mas sim de adequação, o que é diferente.

Diabetes tipo II:
Possui um fator hereditário maior até que o diabetes tipo I. Está muito relacionado com a obesidade e o sedentarismo. Estima-se que de 60 a 90% dos doentes sejam obesos e sua maior incidência ocorre à partir dos 40 anos de idade.
Sua característica é a chamada "resistência insulínica", o que trocando em miúdos significa que o organismo produz insulina, só que está não consegue a nível das células do organismo metabolizar adequadamente a glicose presente no sangue, elevando os níveis de glicemia.
O controle de peso, a atividade física regular, a dieta adequada, bem como não fumar são partes integrais do tratamento. No que tange a medicamentos, estes podem ser tomados pela boca - via oral - ou associados a insulina ou até substítuidos por ela em algum momento do tratamento.

Dica de controle da glicemia para o paciente diabético:
Adquira na farmácia um aparelho chamado glicosimetro e passe a monitorar a sua glicemia capilar, aquela na ponta do dedo, em alguns momentos do seu dia, bem como quando sentir algo diferente e anote os valores, o dia e o horário. Sugiro alguns horários aleatórios para seu controle: pela manhã em jejum, 2 horas após o almoço, ao deitar, eventualmente quando acordar de madrugada e sempre que sentir mal e achar que pode ser da diabetes ou hipoglicemia. Não precisa medir nestes horários em um mesmo dia, faça as medidas em horários e dias diferentes, não deixe de anotar em uma ficha e leve para seu médico analisar quando das consultas de controle. O controle ficará bem mais eficaz do que só dosar a glicose no sangue no laboratório.

Outra dica:
Caso você seja hipertenso, ou seja, tenha pressão alta, passe a monitorar a sua pressão arterial em horários e dias variáveis ou quando sentir alguma coisa e anote para analise de seu médico. Adquira na farmácia um bom aparelho de controle de pressão que seja confiável, não necessariamente caro ou de difícil manuseio. Tratando bem e com carinho das duas doenças, talvez, você evolua sem complicações das mesmas durante a sua vida.

Fonte:
Sociedade Brasileira de Diabetes.