sábado, 25 de agosto de 2012

Cirurgia de redução do estômago.


















O Ministério da Saúde reconhece que 30% da população adulta brasileira está obesa, sendo que 1 milhão de pessoas já são consideradas obesas mórbidas e estes números aumentam a cada dia.

Fatores genéticos, psicológicos, hormonais, ambientais e sedentarismo contribuem para a epidemia de obesidade.

Os fatores genéticos chegam a contribuir com até 50% das causas da obesidade.

Dentre suas consequências podemos enumerar:
- Diminuição da expectativa de vida, você conhece octagenário, nonagenário ou centenários obesos?
- Diminuição da auto-estima.
- Problemas de relacionamentos afetivos no trabalho e na vida social.
- Diabetes.
- Pressão alta.
- Dificuldades para respirar (apnéia do sono)
- Hérnias.
- Cálculos na vesícula.
- Artroses.
- Varizes.
- Infertilidade.
- Disfunções sexuais.

O tratamento com cirurgia bariátrica não está indicado para qualquer pessoa, esta deve ter um IMC (Indíce de  Massa Corporal) maior que 40, já ter tentando controle nutricional e com endocrinologistas e sem sucesso.

O controle médico e com nutricionista e psicólogo deve ser feito antes e após a cirurgia com a intenção de se atingir e manter o melhor controle/ equilíbrio do paciente possível.

Tipos de cirurgias para obesidade:
- Restritiva: Reduz o tamanho do estomago proporcionando saciedade com menor quantidade de alimento.
- Disabsortiva: Reduz o tamanho do intestino diminuindo a quantidade de nutrientes absorvidos.
- Mista: É a restritiva e disabsortiva juntas.
- Balão intragástrico: Introduzido por endoscopia e inflamado dentro do estomago aumenta a saciedade por diminuir o volume do estomago disponível para receber alimentos.

Fonte: Revista Viva BH junho-agosto de 2012.

Leia ainda neste Blog:
- A dieta de cada um postado em 21 de maio de 2009.
- A beleza da mulher  postado em 16 de novembro de 2008.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Pesquisa de câncer em pacientes adultos.


















O rastreamento de câncer em pacientes adultos deve seguir alguns critérios sugeridos por várias sociedades e/ou entidades médicas. Dentre eles citamos:

 Câncer de mama:
- Pesquisar em toda mulher acima de 40 anos.
- Realizar mamografia de preferência anualmente.
- O exame clínico da mama não é sensível a lesões na sua fase inicial.
- PARAR a pesquisa no caso de múltiplas doenças ou expectativa de vida baixa (menor que 4 anos)

Câncer de colo do útero:
- Pesquisar a partir do início da vida sexual e sem limite de idade.
- Realizar o preventivo (citologia oncótica) a cada 1-3 anos.
- Pacientes que retiraram o útero e o colo do útero (histerectomia total) não precisam mais do exame.
- PARAR a pesquisa no caso de paciente com 65-70 anos ou mais e que tiveram preventivos normais nos últimos 10 anos ou que possuam múltiplas doenças ou que tenham uma baixa expectativa de vida ou que não tolerarião o tratamento.

Câncer de próstata:
- Realizar o PSA e o toque retal a partir dos 40- 45 anos e a cada 1-2 anos.
- PARAR a pesquisa se a expectativa de vida for menor que 10 anos.

Câncer do intestino (colorretal):
- Pesquisar sangue oculto nas fezes anualmente.
- Realizar uma colonoscopia a cada 5-10 anos se o sangue oculto for normal.
- PARAR a pesquisa no caso de 85 anos ou mais, ser portador de múltiplas doenças ou expectativa de vida baixa ou que não tolerarião o tratamento (idosos frágeis).

Fonte:
Revista de Geriatria e Gerontologia Aptare ano 1/edição 1 agosto/setembro de 2012.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Febre amarela



















É uma doença causada por um virus - um RNA vírus - Existem dois tipos de doença, Febre Amarela Silvestre (FAS) e Febre Amarela Urbana (FAU). Na primeira o principal mosquito ou vetor envolvido na transmissão da doença é o Haemagogus janthinomys, enquanto na segunda, o nosso já tão conhecido Aedes aegypti, também causador da Dengue.

O homem se contamina acidentalmente na FAS já que a doença envolve primatas como os macacos, na FAU um homem contaminado passa o vírus ao mosquito vetor que acaba por transmití-lo a pessoas saudáveis.

A doença tem um período de incubação - tempo para aparecem os primeiros sintomas - de 3 a 6 dias após a picada da fêmea do mosquito infectado.

O quadro clínico pode ser variável desde uma apresentação subclínica/ leve até casos graves ou fatais. Geralmente possui uma apresentação em duas fases. Na primeira fase o paciente apresenta a doença de forma abrupta, com febre alta, pulso cardíaco lento (sinal de Faget) em comparação a temperatura corporal, calafrios, dor de cabeça, dores pelo corpo, prostação, náuseas e vômitos que podem durar até 3 dias, havendo uma melhora dos sintomas. Este período de melhora pode durar horas ou até 2 dias, no caso de evolução para a cura não se observa a segunda fase da doença que é chamada de período de intoxicação, caracterizada pelo aumento da febre, diarréia e reaparecimento de vômitos, estes em borra de café, insuficiência do fígado e do rim. Surge icterícia - olhos amarelados - manifestações hemorragicas, como vômitos e evacuações com sangue, sangramento nasal e na urina; perda de proteínas na urina e diminuição do volume urinário; confusão mental, torpor e até o coma.

A transmissão da doença aos mosquitos por pessoas contaminadas ocorre de 24 a 48 horas antes do aparecimento dos primeiros sintomas até 3 a 5 dias após a melhora clínica do doente.

Os exames laboratoriais incluem hemograma completo, as transaminases hepáticas e dosagem de bilirrubinas. TGO > TGP e aumento principalmente da bilirrubina direta, dosagem de uréia e creatinina, coagulação sanguínea, além da avaliação de outros conforme o quadro clínico do paciente. Com a função de se diagnosticar o vírus podemos realizar imunofluorescência na expectativa de identificação da presença de antígenos virais ou sorologias para acompanharmos a carga de anticorpos do paciente. Exames como biologia molecular ou PCR podem identificar partículas ou o ácido nucléico viral, sendo estes raramente pesquisados na rotina clínica.

O diagnóstico diferencial nas formas leves depende de uma correlação epidemiológica já que os sinais e sintomas são afeitos a uma enorme gama de doenças corriqueiras do nosso dia a dia. Na doença complicada devemos afastar a possibilidade de hepatites fulminantes, leptospirose, malária por Plasmodium falciparum, dengue hemorrágica e septicemias.

A febre amarela não possui um tratamento específico para o vírus, um tratamento suportivo com hidratação, reposição de elementos do sangue e suporte em unidades de terapia intensiva é que permitem uma diminuição da letalidade e maior sobrevida do paciente.

A prevenção com a vacina ainda é a melhor estratégia defensiva contra o vírus e deve ser realizada a partir dos 9 meses de idade e com reforço a cada 10 anos. Em áreas endêmicas pode se iniciar a vacinação aos 6 meses de nascido.

Fonte: Manual de Doenças infecciosas e parasitárias do Ministério da Saúde, 8a edição.

domingo, 13 de maio de 2012

Asma





















A asma é uma doença inflamatória das vias aéreas que leva ao edema/ inchaço e produção de catarro. Com tanto inchaço e catarro o ar passa apertado pelos condutos de ar do aparelho respiratório. A maior dificuldade acontece quando expiramos (eliminamos o ar dos pulmões) o que leva ao acúmulo de um resíduo de ar dentro do pulmão que deveria também ser elimado. A asma pode aparecer em qualquer idade, normalmente após os dois anos de vida, sendo que na maioria dos casos melhora no final da infância, podendo reaparecer em idades mais avançadas, já que a doença não tem cura apenas controle ou fases de acalmia.

Causas de asma:
  • Alérgenos como ácaros, poeira, determinados cheiros, pó de madeira, pelos de animais, penas, pólen, mofo, fungos, etc.
  • Alergias alimentares.
  • Alergias a medicamentos como aspirina.
  • Infecções respiratórias como sinusites e rinites.
  • Fumo, incluíndo o fumante passivo.
  • Poluição do ar. Ex.: Cubatão em SP.
  • Genética, outros familiares podem ser portadores.
  • Exercícios físicos extenuantes.
  • Variações térmicas ou climáticas, ar frio.
  • Emoções fortes.
  • Etc.
Sintomas da asma:
  • Tosse, normalmente sem catarro.
  • Chiadeira no peito.
  • Falta de ar - dificuldade para respirar.
  • Respiração rápida.
  • Sensação de aperto no peito.
  • Taquicardia - coração acelerado.
  • Dificuldades para falar.
  • Irritação do nariz e da garganta.
  • Febre, pode significar infecções concomitantes.
  • Cianose - lábios e ponta dos dedos azulados - sinal de asma grave.
  • Desmaio - asma grave.
Tratamento da asma:
  • Na crise: medicamentos que dilatam os brônquios, broncodilatadores, que podem ser inalatórios.
  • Na prevenção: medicamentos inalatórios e evitar o contato com os fatores desencadeantes
  • O tratamento depende de vários fatores e do tipo da crise, pode variar de pessoa a pessoa e da intensidade da crise. As modificações no ambiente do lar e do trabalho podem evitar e muito novas crises
O tratamento e controle da doença não busca a cura e sim evitar crises, principalmente, as intensas, que comprometem a função pulmonar e podem levar a perdas produtivas ou até a morte.

Fonte: Almanaque de Saúde.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Crack

















Segundo a estimativa da OMS (Organização Mundial de Saúde) o Brasil possui cerca de 6 milhões de usuários de crack, para a SENAD (Secretária Nacional Anti-drogas) eles seriam 2 milões. Independente de quantos são, é um número alto e que vai crescer a cada dia, já que a exposição é grande e os agentes facilitadores estão disponíveis em todo o território nacional.

Destes um terço conseguem se livrar do vício, outro mantém o uso e o último terço morre, sendo que a maioria de forma violenta.

Não existe um tratamento específico para controlar a dependência, preconiza-se uma internação por 7 a 14 dias como forma de desintoxicação. Vários medicamentos podem ser utilizados como coadjuvantes ao tratamento e que tratam os sintomas e sinais apresentados.

A Comissão de Assuntos Sociais do CFM (Conselho Federal de Medicina) sugere como forma de enfrentamento da epidemia de crack no país:

No âmbito policial:
- Ações policiais de inteligência para repressão e mapeamento dos pontos de venda da droga.
- Ações de inteligência para extirpar dos quadros policiais profissionais envolvidos com o tráfico.
- Capacitação das forças policiais para o trato e atenção aos envolvidos com o vício.
- Ações de inteligência para controle da movimentação financeira dos traficantes, sem dinheiro, não há como movimentar o negócio.
- Controle sobre produtos que são utilizados na fabricação do crack ou do refino da cocaína.

No âmbito da saúde públlica:
- Programas Saúde da Família voltados para o crack.
- CAPSad (Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas)
- Hospitais de apoio.
- Grupos de autoajuda.
- Albergues terapêuticos.
- Consultórios de rua.

No âmbito Social:
- Centros de convivência nas comunidades com biblioteca, espaço de arte, lazer e cultura e inclusão digital.
- Melhorar a qualidade das escolas e incentivar a formação profissionalizante.
- Trabalhar junto ao Governo Federal a organização e criação da economia solidária ou popular com bancos populares voltados ao microcrédito e cooperativas de trabalho estimulando as vocações profissionais das comunidades assistidas. Ex.: Cooperativas de catadores de lixo, de artesanato e outras.

Voltando ao tema e a questão médica entendamos o que é e como atua o crack no organismo.

O que é usuário de drogas: Qualquer um que faça uso de substâncias para experimentar, esporádico ou episódico. Alguns falam em uso recreativo.

O que é abuso de drogas: Qualquer um que faça uso de substâncias e que apresente consequências ou algum prejuízo a nível biológico/ físico, psíquico/ mental ou social.

O que é dependência de drogas: Qualquer um que faça uso de substâncias e que perde o controle sobre o seu uso, o que acarretaria problemas sérios a nível da saúde, familiar, profissional e geralmente policial.

A grande questão é saber baseado em critérios pessoais a qual nível se chegaria na escala de uso. Na dúvida não se envolva, não arrisque e preserve sua saúde e sua lucidez.

Bem, o que é o crack?
É um subproduto da cocaína, misturado a água, bicarbonato de sódio ou amônia. Este composto pode ser fumado ou inalado. O nome "crack" vem do barulho que as pedras fazem ao serem queimadas.

Como se usa?
O usuário queima a pedra em cachimbos improvisados, como latas ou tubos de pvc, e aspira a fumaça. Pedras menores podem ser misturadas a cigarros de tabaco e maconha, são os chamados piticos, mesclados ou basucos.

Como age o crack no organismo?
A fumaça tóxica atinge o pulmão, pelo sangue, chega ao cérebro onde causa a fissura e é responsável pela dependência da droga. Circula por todo o organismo e é eliminada através da urina, onde metabólitos podem ser identificados.

Quais as consequências do uso do crack?
Doenças pulmonares; doenças psiquiátricas, como psicose, paranoia e alucinações e doenças cardíacas. Sua maior consequência são as alterações neurológicas que culminam com as chamadas alterações cognitivas, que é a maneira como o cérebro interpreta o que está acontecendo a sua volta. O usuário passa a ter dificuldades de interpretar a realidade, apresentando alterações de raciocínio, memória, concentração e aprendizado.

Onde procurar ajuda:
Se você é usuário ou tem um familiar que usa e quer abandonar o vício procure na sua cidade os CAPSad (Centro de Apoio Psicossocial álcool e drogas) para ser orientado e encaminhado para tratamento.

Se as dificuldades forem maiores do que as imaginadas não deixe de procurar a Secretaria Municipal de Saúde, o Conselho Municipal de Saúde ou ainda o Ministério Público eles podem encaminhar para locais adequados ou acionar a justiça para que seu direito universal a saúde seja respeitado.

http://www.enfrenteocrack.org.br/ e obtenha a lista de locais para atendimento em todo o país.

0800 510 0015 central de atendimento gratuito para informações (Projeto VIVAVOZ da Senad - Secretaria Nacional Antidrogas).

Leia ainda neste blog o texto: Cocaína postado em 24/11/2010.

Fonte: Encarte do Conselho Federal de Medicina/ Ministério da Saúde.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Hipertireoidismo.

















Hipertireoidismo é uma doença que causa um aumento da produção do hormônio da tireóide,  ao contrário do hipotireoidismo, que cursa com a deficiência deste mesmo hormônio.

Várias são as causas como nódulos na tireóide que estimulam a hiperprodução do hormônio, medicamentos e hiperestímulo do cérebro sobre a tireóide.

Sintomas:
  • ansiedade, nervosismo, cansaço.
  • insônia.
  • tremores.
  • sudorese excessiva.
  • falta de ar.
  • dificuldades visuais.
  • emagrecimento.
  • aumento da glândula tireóide.
  • olhos esbugalhados podem acontecer.
  • sensação aumentada ao calor.
  • taquicardia, aumento da frequência cardíaca.
  • aumento do apetite.
  • perda de peso.
  • diarréia.
Exames que podem ser solicitados - nem todos com prioridade:
  • Hemograma completo.
  • TSH ultra-sensível.
  • T4 livre.
  • Anti - TPO.
  • Anti - tireoglobulina.
  • Ultrasom da tireóide.
  • Biópsia da tireóide.
Tratamento:

Os tipos de tratamento incluem medicamentos que diminuem a hiperprodução de hormônios tireoideanos, iodoradioterapia que causa uma espécie de queimadura na glândula que diminui sua capacidade de produzir tais hormônios, além da própria cirurgia com retirada total ou parcial da glândula.

Fonte: Guia de Saúde.

domingo, 18 de março de 2012

Hipotireoidismo.

















Hipotireoidismo é uma doença que ocorre quando a glândula tireóide não produz hormônio tireoideano em quantidades normais, ou seja, é a popular "tiróide preguiçosa".

Ela acontece quando a glândula se inflama por um vírus ou bactéria, o que causaria uma tireoidite, ou nas radioterapias do pescoço, na deficiência de iodo (sal de cozinha) na comida e em algumas doenças congênitas, como na síndrome de Down.

Sintomas:
  • sonolência.
  • fraqueza muscular.
  • ganho de peso.
  • diminuição da frequência cardíaca - pulso lento.
  • mixedema - inchaço nas pernas ou corpo.
  • cansaço de longa data.
  • ciclos menstruais irregulares.
  • sensação aumentada de frio.
  • cabelos mais grossos, secos ou grisalhos prematuramente.
  • ressecamento da pele.
  • pálpebras inchadas.
  • voz grave ou rouca de longa duração.
  • depressão.
  • perda do desejo sexual.
  • diminuição auditiva.
  • dormência ou formigamento em mãos.
  • alterações psico-emocionais.
  • respiração alterada.
  • alterações da consciência.
  • bócio ou papada na tireóide.
  • alterações frequentes na temperatura corporal.
Exames laboratoriais que podem ser solicitados (nem todos prioritários):
  • Hemograma completo.
  • TSH ultra-sensível.
  • T4 livre.
  • Anti - TPO.
  • Anti - tireoglobulina.
  • Ultrasom da tireóide.
  • Biópsia da tireóide.
Tratamento:

O tratamento depende da reposição do hormônio através de medicamentos prescritos por seu médico. Estes passarão a oferecer ao paciente suas necessidades do hormônio produzido pela glândula e com tempo permitiram melhora dos sintomas iniciais da doença. O controle hormonal deverá ser feito várias vezes ao longo do ano como forma de monitar o bom controle da doença. É bom lembrar que o tratamento será para o resto da vida.

Fonte: Guia de Saúde.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Lesões cutâneas & Distúrbios emocionais.

















Muitos distúrbios psico-emocionais podem levar a lesões na pele, sendo que a maioria delas são alto provocadas e dependem de uma abordagem psiquiátrica e terapêutica adequada. O grande problema é que muitas vezes estes pacientes resistem em aceitar que precisam de tratamento especializado e acabam por manter os danos e suas lesões por um longo tempo. Citaremos alguns tipos como forma de orientar e quem sabe clarear as possibilidades de diagnóstico e tratamento para alguns.

- Síndrome Dismórfica Corporal: Acomete mais mulheres jovens, solteiras e infelizes. A paciente acredita ter uma imagem distorcida junto as outras pessoas, que passam a vê-la diferente e isto passa a se torna uma obsessão. A uma grande angústia da paciente quanto a apresentação pessoal o que tange a peso, cabelo, rugas, pelos, sudorese e/ou características genitais.

- Parasitoses fictícias: Acomete mais adultos e pode durar anos. O paciente apresenta dor e parestesias - alterações da sensibilidade na pele- com várias lesões na pele, como escoriações, que acredita ser uma infestação parasitária. Os pacientes chegam a usar as unhas ou instrumentos para retirar os parasitas. Outras causas de prurido -coceira- devem ser afastadas.

- Escorações neuróticas: Acomete mais em mulheres entre a 3a e 4a décadas de vidas. Ocorrem após um evento ou estresse crônico. As lesões alcançam áreas em que as mãos podem atingir. O prurido deve ser uma causa a se diferenciar.

- Tricotilomania é o hábito compulsivo de arrancar os pelos. Pode afetar qualquer área, mais comum no couro cabeludo ou barba. O tratamento passa pelo uso de antidepressivos e psicoterapia.

- Síndromes factícias: São lesões na pele autoinfringidas, o termo factícias significa "artificiais". Ocorre mais em adultos jovens mulheres. As lesões consistem em cortes e/ou úlceras de formato linear, bizarro ou geométrico, com uma ou várias lesões. Uma biópsia da lesão pode ser realizada fins afastar outras causas. Transtornos de personalidade e/ou estresse psicossocial ou doença psiquiátrica são observados. A doença pode durar anos e uma abordagem psiquiátrica deve ser instituída.

Fonte: Dermatologia de Fitzpatrick, 6a edição.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Cachoeira do Tabuleiro - MG

















A Cachoeira do Tabuleiro é uma cachoeira brasileira, situada na serra do Espinhaço, no município de Conceição do Mato Dentro. É a mais alta de Minas Gerais e a terceira maior do Brasil. São 273 metros de queda livre formada a partir de um paredão de beleza monumental. Na parte alta da cachoeira existem outras quedas e lagos e, na parte de baixo, existe um grande poço ladeado por imensos blocos de pedra, com 18 metros de profundidade. A Cachoeira está situada no coração do Parque Estadual Serra do Intendente.

Conheço a cachoeira por baixo e por cima. Incrível!!!

Fonte: Wikipedia.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Psoríase





















A Psoríase é uma doença que acomete cerca de 2-3% da população, independe do sexo e ocorre mais na terceira década de vida. É uma doença inflamatória crônica da pele, que pode afetar também as mucosas, unhas e articulações; são lesões avermelhadas, bem delimitadas e descamativas. Pode apresentar períodos de melhora e agravamento ao longo de sua evolução. Seu grande problema é a interferência na qualidade de vida dos pacientes e no preconceito que a acompanha.

A causa definitiva ainda não está estabelecida, mas, vários fatores interferem no seu quadro clínico:

- Fatores hereditários: 13 a 41% dos acometidos possuem história familiar da doença. Quando um dos pais é acometido a chance é de 30%, se ambos a têm, 60% é a possibilidade de se desenvolver a doença.

- Fatores ambientais:
  • Estresse: As crises muitas vezes coincidem ou pioram nos momentos de maior desgaste emocional do paciente. Além do que a aparência da doença e sua resistência ao tratamento podem levar a alterações do humor e da qualidade de vida, causando inadaptação social, fragillidade emocional, ansiedade  e estresse.
  • Traumas na pele por menores que sejam podem causar o aparecimento de novas lesões.
  • Infecções: Principalmente na garganta, podem piorar ou desencadear novos focos das lesões. Acometimento maior em crianças e adolescentes.
  • Determinados medicamentos e em determinadas pessoas podem causar ou piorar a doença, como o lítio (utilizado em doenças comportamentais) a cloroquina, o propranolol (utilizado no tratamento da pressão alta) e os anti-inflamatórios, como o ácido salicílico.
  • Clima: Alguns pacientes pioram no inverno e melhoram no verão. Sendo que a exposição excessiva a luz solar pode piorar as lesões.
  • Hormonais: Nas mulheres pode melhorar na gravidez e piorar na menopausa.
  • Metabólicos: A chamada Síndrome metabólica que inclui obesidade, pressão alta, resistência a insulina e colesterol ou triglicérides alto pode estar associada com à psoríase.
  • Outros: Tabagismo e alcoolismo podem causar recaídas e diminuir a eficácia do tratamento em uso.
Atenção: A psoríase não é uma doença infecciosa, ela não passa para outras pessoas através do contato pessoal ou com objetos do portador.

A manifestação acomete principalmente a pele, qualquer parte do corpo, couro cabeludo, braços, pernas e extremidades, principalmente cotovelos e joelhos. Palmas das mãos, plantas dos pés, região inguinal, axilas e genitais menos frequentes. As lesões variam de tamanho e forma, sendo avermelhadas, espessadas e com uma descamação brancacenta, que é brilhante e aderida a pele. Podem ser acompanhadas de coceira, ardor ou dor.

Tipos de Psoríase:
  • Placas: Forma mais comum da doença, de tamanho variável, de alguns centimetros até grandes áreas acometidas.
  • Gotas ou Gutata: Várias lesões milimétricas, podendo estar associada a infecções como amigdalites, cáries, infecções urinárias e outras.
  • Invertida: Vermelhidão intensa nas áreas de dobras, como sulco interglúteo, inframamária, estando ausente a descamação brancacenta.
  • Palmo-plantar: Lesões espessadas, rachadas e até sangrantes nas palmas das mãos e plantas dos pés.
  • Eritrodérmica: Grande parte do corpo apresenta lesões avermelhadas e descamativas.
  • Pustulosa: Possui uma base avermelhada com bolhas e pus. Pode ser generalizada ou palmo-plantar.
  • Ungueal: Afeta as unhas, causando depressões, descolamento das bordas, mudanças na cor ou espessamento.
  • Mucosas: Afinamento e vermelhidão na boca e genitais.
  • Articular: A psoríase pode ou não ser acompanhada de dor, inflamação, vermelhidão e incapacidade funcional das articulações (artrite psoriásica). Está pode levar a deformidades e incapacidades funcionais se não tratada precocemente.
Tratamentos: - Objetivos
  1. Controlar a doença.
  2. Reduzir a área afetada.
  3. Melhorar as lesões da pele.
  4. Evitar recaídas.
  5. Controlar possíveis efeitos colaterais dos tratamentos utilizados.
  6. Melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

                     - Dicas
  1. Evite tomar banho com água quente e utilize sabonetes suaves, sem perfume, neutros e sem antibacterianos.
  2. Ao se enxugar não esfregue a pele, isto aumenta a secura e expõe a pele a infecções que podem aumentar as lesões. Não utilize buchas de banho.
  3. Utilize roupas de algodão folgadas, evitando o friccionar com a pele.
  4. Hidratação da pele várias vezes ao dia é muito importante.
  5. Os medicamentos devem ser prescritos pelo seu médico, muitos medicamentos podem causar ou até piorar a Psoríase. Evite auto-medicação ou aceitar dicas de tratamentos de pessoas leigas.
  6. O tipo da alimentação não interfere diretamente na doença, mas, é bom lembrar que a doença pode estar associada com obesidade, resistência a insulina/ glicose no sangue, aumento do colesterol e triglicérides, que também causam doenças no coração. Portanto controle seu peso.
  7. Pare de fumar e utilize bebidas alcoólicas com bastante moderação, estes interferem com o tratamento ou agravam a doença.
  8. Durma bem, procure ficar relaxado e tranquilo frente as adversidades da vida, técnicas de relaxameto como Yoga podem ajudar.
  9. Trate possíveis infecções o quanto antes.
  10. Siga corretamente o tratamento prescrito por seu médico, quando tiver dúvidas, consulte-o.
  11. Tenha uma atividade física regular, respeitando seu condicionamento físico e fazendo uma avaliação cardiológica antes de iniciar os treínos. Caminhadas, natação ou corrida são um bom começo.
Fonte: Informe científico Leo Pharma.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Surdez súbita.

















A surdez súbita é uma alteração da audição, geralmente unilateral, raramente bilateral e de rápida instalação, que progride por horas ou dias. Em 80% dos casos é precedida de zumbido ou estalo no ouvido várias horas antes da alteração auditiva. Ela pode ser irreversível ou com recuperação espontânea. A recuperação pode ser em poucos dias ou tardiamente.

A função vestibular ou labiríntica pode ser normal ou apresentar vômitos, vertigens ou nistagmo (movimento involuntário dos olhos horizontal ou verticalmente)

Causas mais comuns:
- Viroses que acometem o ouvido interno e muitas vezes originárias das vias aéreas superiores - sinusite, rinites, otites, etc. - Podendo citar o vírus da parotidite (caxumba), sarampo, influenza, adenovírus, herpes zoster, mononucleose e outros.
- Alterações da pressão barométrica: mergulho, aviação, descompressões súbitas.
- Traumas acústicos: explosões, armas de fogo.
- Alterações da vasos sanguíneos da região (vasoespasmo).
- Barotraumas com ou sem fístulas perilinfática.
- Cirurgias no ouvido interno.
- Neurinoma do acústico.
- Idiopática - causa desconhecida.

Causas menos comuns:
- Anestesia geral.
- Gravidez.
- Diabetes mellitus e/ou alterações do colesterol/ triglicérides.
- Doença de Menière - raramente precedida por surdez súbita.
- Policitemia vera - grande aumento dos glóbulos vermelhos no sangue.
- Anemia - diminuição dos glóbulos vermelhos no sangue.
- Meningite.
- Esclerose múltipla.
- Alterações da tireóide.
- Sífilis.
- Esforço físico.
- Espirros violentos.
- Esforço para defecar.
- Insuflar bóias - os 4 últimos levariam a ruptura de membranas  do ouvido interno com extravasamento de linfa.

Outras:
- Distúrbios neurovegetativos - estresse.
- Hiperviscosidade e hipercoagulação sanguínea.
- Alergias intralabirínticas.

Exames:
- Hemograma, glicemia, triglicérides, colesterol e frações, tsh, t4 livre, vdrl, coagulação sanguínea, etc.
- Audiometria.
- Ressonância nuclear magnética.
- Outros conforme a suspeita clínica.

Tratamento:
- Quando possível identificar a causa, seria sua remoção ou controle.
- Inespecífico: sedantes do labirinto, vasodilatadores, descongestionantes e outros conforme a experiência de seu médico.
- Cirúrgico se for o caso.

Fonte: Livro de Otorrinolaringologia de Helio Hungria, 5a edição, pág.389 a 395.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Síndrome de Cushing





















A síndrome de Cushing, bem como a doença de Cushing, cursa com aumento dos níveis de cortisol (corticóide endógeno produzido pela glândula suprarenal) no sangue.

Dentre suas causas temos os tumores (malignos ou não) e as hiperplasias nodulares das glândulas suprarenais, sendo que nestes casos a secreção de cortisol é independente do ACTH -hormônio da hipófise que estimula a glândula suprarenal.

No caso de dependência do ACTH temos os adenomas da hipófise (tumor benigno) causando a doença de Cushing que é responsável por cerca de 80% dos casos em adultos. Temos ainda os tumores extra-hipofisários localizados em outros órgãos, como timo, pâncreas, brônquios, intestino, ovário, tireóide, que secretam ACTH e estimulam a glândula suprarenal, mais raros, correspondem a 15 - 20% dos casos.

Sinais e sintomas:

Ganho de peso acelerado, alterações na glicose do sangue, pressão arterial elevada inexplicada são bem típicos. A obesidade é do tipo central, acometendo mais o tronco e a face e poupando os membros; crianças obesas com parada do crescimento ou atraso no desenvolvimento da estatura pensar em Cushing.

Na pele temos afinamento, equimoses (manchas arroxeadas) com facilidade e estrias largas e arroxeadas na barriga. Na mulher podemos encontrar excesso de pelos na face e alguns pontos do corpo. Escurecimento da pele em cicatrizes e dobras.

Fraqueza muscular, principalmente nas pernas; Osteopenia (rarefação óssea) e Necrose asséptica da cabeça do fêmur se apresenta dores de quadril.

Comportamento: Labilidade emocional, irritação, ansiedade, depressão, dificuldade de memorização e atenção. Psicose e mania são mais raros.

Hipogonadismo, infertilidade, ausência de menstruação, diminuição da libido, disfunção erétil, osteoporose. Estas por diminuição dos hormônios sexuais.

Aumento do sódio e água corporal que elevam a pressão arterial, diminuição do potássio e cálculos renais devido ao aumento do cálcio na urina.

No metabolismo ocorre aumento da glicose, da insulina, do LDL colesterol, do triglicérides e diminuição do HDL colesterol, que somados a pressão alta e obesidade aumentam o risco de complicações cardíacas.

Diagnóstico diferencial:

Suspeitada a doença o desafio é definir a origem do problema, comprometimento da glândula hipófise ou suprarenal ou a presença de um tumor em outros órgãos que estimula a produção do cortisol.

Exames laboratoriais:

Dosagem de cortisol livre na urina de 24 horas.
Dosagem de cortisol sérico após 1 mg de Dexametasona.
Dosagem de cortisol sérico e na saliva a meia noite, rara aplicação.
Tomografia computadorizada.
Angio ou Ressonância Nuclear Magnética.
Exames de medicina nuclear.
Podem levar tempo até a finalização do diagnóstico já que os exames são realizados dentro de uma sequência lógica e podem receber influência das limitações do método ou da variação cíclica da doença.

Tratamento:

Medicamentoso, cirúrgico, radioterápico, radiocirúrgico ou conservador, depende da localização e do estágio da doença.

Fontes:
Dermatologia do Fitzpatrick 6a edição.
Síndrome de Cushing, Dr. Daniel Soares Freire, no MedicinaNet.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Dicas para não adoecer.

















A arte de não adoecer:


Se não quiser adoecer - Fale de seus sentimentos.

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera em outras doenças. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados.

O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.



Se não quiser adoecer - Tome decisão.

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros.

As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.



Se não quiser adoecer - Busque soluções.

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão.

Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe.



Se não quiser adoecer - Não viva de aparências.

Quem esconde a realidade, finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro.

Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.



Se não quiser adoecer - Aceite-se.

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores.

Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitas as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.



Se não quiser adoecer - Confie.

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras.

Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.



Se não quiser adoecer - Não viva sempre triste.

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive.

O bom humor nos salva das mãos do doutor.

Alegria é saúde e terapia.

Fonte: mirianmmaciel.blogspot.com

Como comprar remédio na Farmácia Popular.

















1) Tenha em mãos:
  • CPF.
  • Documento com foto.
  • Receita do médico. 
2) Lembre-se:
  • A receita vale por 4 meses.(Art. 28 da Portaria 184 de 3 de fevereiro de 2011)
  • No caso de crianças apresente CPF do responsável e Certidão de Nascimento da criança.
3)  Para saber qual a farmácia mais próxima e que atende pelo programa acesse www.saude.gov.br, clique em Farmácia Popular, depois em endereços.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Esclerose Múltipla

















É uma doença crônica que acomete mais as mulheres e tem uma incidência de 10 casos para cada 100 mil brasileiros entre os 20 e 30 anos de idade. De causa imunológica, o organismo passa a produzir anticorpos contra a bainha de mielina que envolve os nervos, o que leva a comprometimento das funções motoras,  visuais, linguagem e outras. Com o evoluir da doença podemos observar fraquezas musculares, alterações da sensibillidade, formigamento nas pernas, perda da visão, tonteiras, tremores, além de outros sintomas. O tratamento curativo ainda não é possível, o uso de imunomoduladores tipo anticorpos monoclonais pode estabilizar o quadro. Tratamentos alternativos ajudariam melhorando a performance dos pacientes, como dança, trabalhos manuais, exercícios físicos e psicoterapia.

Causas:
Não se conhece a causa da EM. Algumas teorias apontam um vírus ou outro agente infeccioso e/ou um problema auto-imunes, o sistema imunologico ataca as células do próprio organismo em vez de atacar os invasores estranhos. Toxinas, traumas, deficiências nutricionais e outros fatores que possam levar  a destruição da mielina também são possíveis causas. Fatos conhecidos que antecedem o início da EM incluem sobrecarga de trabalho, fadiga, período pós-parto em mulheres, infecções agudas e febres.
Sinais e sintomas:
Os sinais e sintomas podem ser leves e estar presente por anos antes de ser constatada a esclerose múltipla. Uma vez diagnosticada a doença, os sintomas duram horas a semanas, variando dia a dia, podendo surgir e desaparecer sem um padrão previsível. Esses sintomas incluem:
  • Cansaço, que pode ser extremo.
  • Fraqueza progressiva.
  • Formigamentos.
  • Câimbras.
  • Má coordenação motora (tremor nas mãos)
  • Problemas urinários (urinar freqüentemente, difícil controle da urina, infecções e incontinência)
  • Visão borrada, visão dupla ou perda de visão em um dos olhos.
  • Alterações do humor, irritabilidade, depressão, ansiedade, euforia.
  • Dificuldade para engolir alimentos, inicialmente para sólidos.
Exames laboratoriais:
Podem ser solicitados ressonância nuclear magnética, exame do liquor da espinha, eletroneuromiografia e potenciais evocados, além de outros.

Tratamentos e cuidados:

 Ainda não existe cura, mas vários passos podem ser dados para se viver melhor com essa doença. Estes incluem:
  •  Repouso.
  • Tratar as infecções bacterianas e quadros febris na fase inicial.
  • Minimizar as situações estressantes, especialmente as que demandam muito esforço físico, pois o estresse físico agrava os sintomas.
  • Manter-se longe do sol e do calor, pois o aumento da temperatura corpórea pode agravar os sintomas.
  • Evite banhos quentes, pois podem agravar os sintomas. De fato, banhos frios ou natação podem melhorar os sintomas, pois baixam as temperatura do corpo.
  • Mantenha uma rotina normal no trabalho e em casa, se as atividades não forem muito intensas
  • Faça exercícios regularmente (atividade física pode ajudar)
  • Faça massagens para manter o tônus muscular
  • Faca aconselhamento psicológico
  • Tomem as medicações prescritas. Estas podem incluir:
Interferon.
Corticóide.
Antiespasmódicos.
Relaxantes musculares.
Antidepressivos.
Ansiolíticos.
Antibióticos (para tratar as infecções).
Medicações para controlar a função urinária.
Imunomoduladores/ imunossupressores.

Utilidade pública:
- Associação Mineira de Apoio a Portadores de Esclerose Múltipla (AMAPEM).
- Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM).

Fontes:
- Revista BH de setembro de 2011.
- Lincx – Serviços de Saúde.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Doença de Kawasaki

















A doença de Kawasaki acomete principalmente crianças pequenas, média de 2,6 anos, e tem um acometimento tanto da pele, quanto de órgãos nobres do corpo humano. Acomete mais meninos do que meninas. É uma vasculite -inflamação dos vasos sanguíneos- generalizada  desencadeada por antígenos  que levam a uma reação imuno-inflamatória e pode durar até 10 semanas.

Sinais e sintomas:
- Febre que pode durar até 12 dias.
- Diarréia.
- Artrite - inflamação das juntas/ articulações- joelho, quadril, cotovelos.
- Eritema da pele - vermelhidão.
- As lesões da pele podem ser dolorosas.
- Edema -inchaço- dos dedos, mãos e pés.
- Lábios vermelhos, ressecados, rachados e com crostas.
- Língua em "morango" - vermelha com hipertrofia das papilas línguais.
- Os olhos ficam congestionados/ conjuntivite podendo durar até 3 semanas.
- Adenites -ínguas- no pescoço.
- Descamação da pele das mãos/ pés quando começa a desaparecer o eritema da pele.
- Na fase de recuperação podemos ter queda de cabelo -eflúvio telógeno- e unhas sulcadas -linhas Beau.

Complicações:
- Meningite asséptica -sem bactéria.
- Miocardite.
- Aneurismas nas artérias coronarianas.
- Arritmias cardíacas.
- Insuficiência cardíaca.
- Infarto do miocárdio.
- Uretrites.
- Pneumonia.
- Obstrução intestinal.
- Acidente vascular cerebral -AVC.
- Mortalidade de até 2,8% dos casos.

Exames de laboratório:
- Alterações das enzimas do fígado.
- Elevação dos glóbulos brancos no sangue.
- Elevação das plaquetas no sangue.
- VHS elevada.
- Piócitos na urina.
- Eletrocardiograma alterado.
- Ecocardiograma com aneurismas das coronarianas em 20% dos casos.

Diagnóstico diferencial:
- Alergia medicamentosa.
- Artrite reumatóide juvenil.
- Mononucleose infecciosa.
- Exantemas -vermelhidão- virais.
- Leptospirose.
- Doença dos carrapatos.
- Choque tóxico.
- Pele escaldada pelo estafilocócico.
- Eritema multiforme.
- Doença do soro.
- Lupus eritematoso sistêmico.
- Artrite reativa.

Critérios para diagnóstico:
- Picos febris com mais de 39 graus de temperatura por mais de 5 dias e sem causa aparente.
- Congestão nos olhos.
- Nas mucosas: lábios inchados/fissurados ou faringe irritada ou língua em "morango".
- Nos membros: vermelhidão das mão/pés ou edema das mãos/pés ou descamação da pele entorno das unhas.
- Vermelhidão -eritema- da pele.
- Ínguas no pescoço -Adenite.

Tratamento:
- Inicialmente hospitalização para avaliar e/ou acompanhar complicações cardíacas.

São médicos que podem ajudar no diagnóstico e acompanhamento da criança o pediatra, sem dúvida, infectologista e cardiologista se for o caso, outros se necessário (SN).

Fonte: Dermatologia de Fitzpatrick, 6a edição.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Melasma - Cloasma
















Melasma do grego "mancha negra" - Cloasma "mancha verde". São manchas que escurecem a pele da face com colorações que vão do castanho-claro, castanho-escuro, até o negro. Acomete areas com alta exposição à luz solar, como a face.

Pode acontecer na gravidez, no uso de anticoncepcionais, uso de difenilidantoina e depende da presença da radiação solar.

Acomete adultos jovens, principalmente mulheres, 10% são homens e mais em portadores de pele morena a negra.

Na face ocorrem mais na região central, como bochechas, testa, nariz, lábio superior e queixos.

Ele pode desaparecer alguns meses depois do parto ou da suspensão dos anticoncepcionais, podendo reaparecer no caso de novas gestações.

O tratamento consiste no uso de despigmentantes em creme ou injetáveis nas áreas atacadas.

Mais importante do que tratar o melasma, é prevení-lo, sendo que isto é feito com o uso regular de protetores solares que contenham óxido de zinco e dióxido de titânio em sua formulação.

Fonte: Dermatologia de Fitzpatrick, 6a edição.

sábado, 5 de novembro de 2011

10 dicas da secretária eficaz.









- Procure identificar as necessidades dos pacientes e demais pessoas.
- Demonstre segurança e seriedade na solução dos problemas.
- Seja simpática, humana e cordial.
- Transmita confiança e bom humor.
- Conheça e respeite os direitos dos pacientes.
- Esteja informada e procure esclarecer sobre os serviços prestados, consultas, exames e os processos burocráticos exigidos do paciente.
- Seja criativa, inovadora e proativa na proposição de novas soluções.
- Domine todos os processos e setores do consultório ou clínica e esteja atenta a eles: recepção, atendimento telefônico, manutenção e limpeza, faturamento, cobrança, organização de documentos, salas de consultas e/ou exames.
- Seja discreta e mantenha sigilo com relação às enfermidades dos pacientes. Jamais dê palpites ou sugestões sobre tratamentos.
- Evite conversar sobre problemas internos do consultório ou clínica e sobre problemas pessoais na recepção.

Fonte: Revista Conexão - Edição 02 de 2011.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pubalgia
















O termo "pub" refere-se ao Púbis, um dos ossos da bacia, enquanto "algia" significa dor. A dor originada no púbis tem diversas causas e uma delas é o treinamento intenso que provoca micro-traumatismos no local resultando em inflamação e dor. Esse processo de lesão pode acometer o osso, ligamentos e cartilagem e conseqüentemente os músculos desta região: os abdominais e adutores (parte interna da coxa). A dor no local (púbis) ou nas proximidades (coxa, e escroto) é o principal sintoma. Daí a importância de se fazer o diagnóstico diferencial com outras doenças como, por exemplo, distensão muscular, infecção urinária e hérnia inguinal. Como a pelve (ossos da bacia) está intimamente ligada com a coluna vertebral e os membros inferiores, a falha no tratamento ou a gravidade da lesão pode desencadear outros tipos de dores e lesão como dor nas costas (lombalgia). O tratamento baseia-se no repouso, anti-inflamatórios e fisioterapia. Deve-se manter o condicionamento cárdio-respiratório com outras atividades de baixo impacto como exercícios na piscina. Normalmente os sintomas desaparecem em algumas semanas, mas alguns casos podem se prolongar por meses. Nestes casos, passa-se a pensar em tratamento cirúrgico. A prevenção envolve a programação dos treinamentos por especialistas (técnico, preparador físico e fisioterapeuta), dando atenção especial para o equilíbrio articular e muscular da pelve. Como a pubalgia geralmente começa como uma dor mal caracterizada na região da virilha ou das coxas, as pessoas vão tratando como simples dor muscular. Portanto, deve-se sempre lembrar a existência deste tipo de lesão para se fazer o diagnóstico correto e prevenir complicações e agravamento da lesão. A dor é um sinal de que algo não vai bem no corpo. Por isso, procure sempre orientação médica para fazer o diagnóstico precoce da sua lesão.

Fonte: Transcrição shvoong.com

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Fraturas de estresse.
















A fratura por estresse pode ser definida como desgaste ósseo que ocorre devido à sobrecarga e exercícios repetitivos de grande intensidade. "Quando o osso é submetido a uma carga excessiva, sem que sejam respeitados os princípios de repouso e progressão da atividade, ocorre uma fratura das partes internas do osso", explica o ortopedista Moisés Cohen.

O motivo é a fadiga muscular. "Os ossos não estão preparados para absorver grande quantidade de energia. Quando os músculos ficam cansados e deixam de absorver a maior parte da energia, os ossos acabam cumprindo esta função, desgastando sua estrutura", explica o profissional.

A fratura por estresse ocorre principalmente em nos ossos da perna, fêmur e tíbia e nos ossos do pé, como calcâneo. Se não for tratada, a fratura interna pode progredir para modificações anatômicas, ou seja, para uma fratura completa. De acordo com o ortopedista, esse tipo de fratura corresponde a quase 30% das lesões de corrida.

Transcrito do site Minha vida no MSN.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Tendinite de Aquiles
















"Ela é uma típica lesão por excesso de uso e, normalmente, origina-se com o aumento repentino da atividade esportiva, o uso de calçados de má qualidade ou o treino em piso inadequado", diz o ortopedista Moisés Cohen, autor do livro Lesões nos Esportes - Diagnóstico, Prevenção e Tratamento. da Editora Revinter

A tendinite de Aquiles é caracterizada por uma dor no calcanhar, principalmente na hora de subir ou descer escadas. Em casos mais graves, normalmente associados à falta de tratamento, podem levar a grande limitação de movimentos, com dor mesmo em repouso. Essa dor é gerada por rupturas das fibras de colágeno que formam o tecido do tendão de Aquiles, que é pobre em vascularização. Essas pequenas lesões, associadas ao excesso de esforço, podem provocar uma inflamação nesse tendão.

As medidas preventivas são simples: escolher o calçado e o piso adequado para o treino, e não exagerar na intensidade dos exercícios. Já o tratamento é bem mais complicado: "Ele é feito com repouso relativo, afastamento temporário das atividades físicas, uso de antiinflamatórios e analgésicos e aplicação de gelo no local por 20 minutos, de três a quatro vezes ao dia", explica o ortopedista.

Depois, ainda é preciso passar por um processo de reabilitação, feita com fisioterapia, medidas analgésicas e exercícios específicos indicados por um ortopedista.

Transcrito do site Minha vida no MSN.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Entorses de tornozelo

















Torcer o tornozelo pode causar a ruptura total ou parcial dos ligamentos ou, ainda, hiper extensão dos ligamentos, problemas que podem deixar o corredor longe das pistas por vários meses. A escolha do local onde será realizada a corrida é o principal fator de proteção, já que as torções estão diretamente ligadas a buracos e irregularidades na pista.

Após a torção, é necessário procurar um ortopedista para analisar qual foi o grau de seriedade da lesão. Se houver ruptura dos ligamentos, a intervenção cirúrgica será necessária.

Transcrito do site Minha Vida no MSN.

domingo, 9 de outubro de 2011

Lesão dos meniscos.

















Os meniscos são estruturas que ficam dentro dos joelhos, localizadas entre os ossos chamados tíbia e fêmur. Eles têm como função absorver o impacto dos membros com o solo e proteger a cartilagem do joelho. O uso de tênis inadequados ou que já não tem capacidade de amortecimento causam lesão no menisco, alerta Moisés Cohen.

O especialista conta que o tênis de corrida deve ser escolhido pela sua capacidade de amortecimento e o seu peso, não por sua aparência. Um tênis de corrida ainda precisa ser trocado a cada 550 quilômetros corridos. "Só esses dois cuidados já diminuem bastante as lesões no menisco causadas por impactos", explica.

Os principais sintomas dessa lesão são dor do joelho, sensação de fraqueza nas pernas, dificuldades para apoiar o pé no chão, limitação para flexão ou extensão e, nas lesões mais extensas, bloqueio da articulação.

"O tratamento normalmente é feito com gelo, analgésicos, uso de muletas e fisioterapia. Em casos mais sérios, uma cirurgia pode ser indicada pelo médico", explica o ortopedista.

Transcrito do site Minha vida no MSN.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Canelite

















A canelite é caracterizada por dor na região da canela, que ocorre durante o exercício, mas pode durar após o término dele se não houver descanso. Ela é a inflamação dos tendões e músculos que ficam ao redor do osso da perna chamado tíbia. "Correr com o corpo inclinado para frente e aumentar o treino de forma exagerada são causas bastante comuns da canelite", explica Evaldo Bósio.

Além de respeitar os limites do corpo e usar um tênis adequado, fazer musculação para fortalecer os músculos inferiores também ajuda a prevenir a canelite. "Músculos fortes diminuem o impacto sobre ossos, articulações e tendões", explica o ortopedista. O especialista ainda alerta que as mulheres que entraram na menopausa devem ficar mais atentas, já que a lesão é mais comum nesse período.

Transcrito do site Minha vida no MSN.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Fasceíte plantar

















Essa inflamação atinge o tecido que reveste a planta do pé e representa aproximadamente 20% das lesões entre os corredores. As principais causas são: alterações na forma do pé, aumento de peso e erros de treinamento (corrida e/ou caminhada). No primeiro caso, é possível controlar e prevenir o problema usando palmilhas adequadas e personalizadas.

"O aumento de peso provoca um encurtamento nos músculos da panturrilha, o que causa traumas no pé e inflama a fáscia plantar, tecido que envolve a planto do pé. Por esses e outros motivos, as pessoas que estão acima do peso não devem começar um treino de corrida sem antes praticar caminhadas", diz o ortopedista Evaldo Bósio. Treinar em terrenos muito irregulares e de forma muito longa e intensa também aumenta as chances desse problema.

Para quem já sofre com essa lesão, o contato com um ortopedista é fundamental. "A fisioterapia para o tratamento pretende diminuir a dor, controlar o processo inflamatório e reequilibrar os músculos através de alongamento e fortalecimento específicos", explica o ortopedista. Analgésicos, anti-inflamatórios somente aliviam os sintomas momentaneamente. Compressas mornas podem ser feitas nos pés para amenisar a dor.

Transcrito do site Minha vida no MSN.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Dores nas costas.
















Mais conhecida como dor na coluna, a lombalgia é uma das principais queixas entre os corredores. "A corrida é uma atividade física que depende da ação da musculatura do tronco para mantê-lo dentro de uma postura correta. Por isso, se o exercício é feito de maneira errada, a pessoa com certeza terá dor nas costas", diz o ortopedista Moisés Cohen.

A melhor maneira de evitar esse problema é fazer exercícios de alongamento de forma contínua e progressiva até o limite da dor - mas sem exageros. Ao chegar nesse limite, o atleta deve permanecer na posição alongada de 20 a 30 segundos, de preferência sentado e de modo que trabalhe tanto os músculos dos membros superiores quanto inferiores.

O que é Lombalgia?

Sinônimos: dor nas costas, dor lombar

É quando uma pessoa tem dor na região lombar, ou seja, na região mais baixa da coluna perto da bacia. É também conhecida como "lumbago", "dor nas costas", "dor nos rins" ou "dor nos quartos". Não é uma doença, é um tipo de dor que pode ter diferentes causas, algumas complexas. No entanto, na maioria das vezes, o problema não é sério. Algumas vezes, a dor se irradia para as pernas com ou sem dormência.

Causas

Frequentemente, o problema é postural, isto é, causado por uma má posição para sentar, se deitar, se abaixar no chão ou carregar algum objeto pesado. Outras vezes, pode ser causada por inflamação, infecção, hérnia de disco, escorregamento de vértebra, artrose (processo degenerativo de uma articulação) e até problemas emocionais.

Tipos

Há dos tipos de lombalgia: aguda e crônica. A forma aguda é o "mau jeito". A dor é forte e aparece subitamente depois de um esforço físico. Ocorre na população mais jovem. A forma crônica geralmente acontece entre os mais velhos; a dor não é tão intensa, porém, é quase permanente. Nem sempre é preciso fazer exames como a ressonância magnética. Em mais de 90% das vezes, o diagnóstico e a causa são estabelecidos com uma boa conversa com o paciente e com um exame físico bem feito. Em caso de dúvida, o passo seguinte é a radiografia simples. A densitometria é um exame usado na osteoporose, porém osteoporose não provoca dor. O que dói é a fratura espontânea de uma vértebra enfraquecida pela osteoporose. Portanto, na maioria das vezes, a densitometria não é necessária nos casos de lombalgia.

Na crise aguda, o exercício está totalmente contraindicado. Deve-se fazer repouso absoluto, deitado na cama. Uma alternativa é deitar de lado em posição fetal (com as pernas encolhidas). Não estão indicados na fase aguda: tração, manipulação, RPG, cinesioterapia, alongamento e massagem. Os analgésicos e os anti-inflamatórios podem ser usados. Sedativos são úteis para ajudar a manter o paciente em repouso no leito. Existem outras substâncias muito usadas, porém sem nenhuma eficácia científica comprovada, tais como: vitamina B12, cortisona, cálcio, gelatina de peixe, casca de ovo, casca de ostra, geleia de tubarão e unha do diabo. Nenhuma delas tem efeito comprovado. Nota-se que, quanto mais bem feito o repouso, menos medicamentos são necessários. Obviamente, deve-se tratar a causa da lombalgia.

Má postura gera dor nas costas e problemas à saúde. Livre-se da dor nas costas e entre em forma ao mesmo tempo. Nem todos os casos de hérnia de disco têm de ser operados, quase todos regridem com repouso no leito, sem necessidade de cirurgia. Assim, a hérnia murcha e deixa de comprimir estruturas importantes, como os nervos. O tratamento cirúrgico está indicado apenas nos 10% dos casos em que a crise não passa entre três a seis semanas, em pacientes que têm crises repetidas em um curto espaço de tempo ou quando existem alterações esfincterianas (perda de controle para urinar e defecar).

Enquanto, no adulto, a maioria das lombalgias tem causas e tratamentos simples, a dor lombar no adolescente é incomum e com causas que devem ser investigadas cuidadosamente pelo médico ortopedista.
Muitos fatores são importantes para evitar que uma lombalgia aguda se torne crônica. A correção postural, principalmente na maneira de sentar no trabalho e na escola é essencial. Na fase aguda, a ginástica não é indicada, porém, após o final da crise, a prática regular de exercícios físicos apropriados é importante. Quando fizer exercício com pesos na ginástica, proteja a coluna deitando ou sentando com apoio nas costas. Sempre evitar carregar peso. Não permanecer curvado por muito tempo. Quando se abaixar no chão, dobrar os joelhos e não dobrar a coluna. Evitar usar colchão mole demais ou excessivamente duro, principalmente se o indivíduo é muito magro. Para outros esclarecimentos, consulte o seu médico ortopedista.

Transcrito do site Minha Vida do MSN.